Maringá — O resgate da memória coletiva como instrumento de cidadania, identidade e modelo de negócio digital é o tema central da nova edição do Ponto a Ponto, podcast do portal Maringá Post gravado no VMark Estúdio. Conduzida pelo jornalista Ronaldo Nezo, a entrevista traz o pesquisador, escritor e documentarista Miguel Fernando, criador do Maringá Histórica e fundador da empresa Cidades Históricas.
O episódio completo estará disponível a partir deste domingo, 25 de outubro, às 7h, no canal oficial do Maringá Post no YouTube e nas principais plataformas de áudio e vídeo.
Durante a conversa, Miguel revisita o início da iniciativa em 2006, motivada pela escassez quase absoluta de registros digitais sobre o município na internet da época. Duas décadas depois, a estrutura evoluiu para uma plataforma que ultrapassa 7 mil artigos publicados apenas sobre Maringá e impacta cerca de 1,5 milhão de pessoas diariamente em diversas capitais e polos regionais, incluindo Londrina, Curitiba, Ponta Grossa, São Paulo e Rio de Janeiro.
O pesquisador reflete sobre as origens do traçado modernista da cidade e a colonização coordenada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, desconstruindo a tese de que o passado pioneiro foi isento de conflitos sociais e violências.
“Maringá foi um projeto imobiliário, não foi uma cidade. Ela nasce como um projeto imobiliário, não foi uma cidade que foi se constituindo por comunidades se conectando. E por essa razão a gente tem o ônus e o bônus: o ônus tem um preço, que é o custo de manter essa estrutura, e o bônus é a qualidade de vida”, analisa Miguel Fernando.
O documentarista também critica a romantização desmedida dos primeiros anos do norte paranaense: “Havia favelas em Maringá, ocupações irregulares, a criminalidade era muito alta, com assassinatos e crimes violentos. Quando converso com antigos moradores, percebo que a gente perdeu um pouco a noção do que de fato era dificuldade. O mundo de hoje tem problemas, mas é infinitamente melhor do que no passado”.
Entre os destaques da gravação, o convidado explica a aplicação prática da museologia social pelas redes, o valor dos conteúdos sérios de “cauda longa” que mantêm 12 minutos de retenção no YouTube e relata os bastidores da gestão pública à frente da Secretaria Municipal de Cultura, além de defender uma revisão no ensino para aproximar os estudantes da história do próprio bairro.
Serviço
O novo episódio do Ponto a Ponto estreia neste domingo, 25, às 7h, no canal do Youtube do jornal Maringá Post.
















