Vereador propõe revogar lei que proíbe comerciantes de expor produtos em calçadas em Maringá

Projeto de Lei Complementar, de autoria do vereador Daniel Malvezzi (Novo), foi avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira (20) e aguarda um parecer da Prefeitura. Parlamentar cita ter sido procurado por comerciantes e questiona lei original, de 2011, que cria exceções no uso das calçadas para outras atividades.
Exposição de produtos em calçadas é proibida desde 2011 | Foto: Ilustrativa/Arquivo/Acim
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Um projeto em tramitação na Câmara de Maringá quer revogar a proibição, atualmente existente, a comerciantes utilizarem calçadas para a exibição de produtos. O texto, de autoria do vereador Daniel Malvezzi (Novo), foi analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do legislativo na terça-feira (20), quando os vereadores decidiram solicitar um parecer da Prefeitura sobre o tema.

Na prática, Malvezzi propõe uma lei complementar, a Nº 2495/2026, para revogar o artigo 3º da lei 881, de 2011, que trata sobre o uso do passeio público pelas atividades comerciais. O artigo 3º trata, especificamente, da proibição do uso das calçadas para a exposição de produtos do comércio. As multas podem chegar a até R$ 500, podendo dobrar em caso de reincidência e resultar também na apreensão de mercadorias.

Em entrevista ao Maringá Post, o vereador explicou ter sido procurados por comerciantes questionando a situação. O parlamentar também questiona o fato da mesma lei abrir exceções para o uso das calçadas por outras atividades comerciais, como restaurantes, que têm horários permitidos para colocação de mesas e cadeiras nesses espaços.

“Essa lei surgiu por conta de uma reclamação do pessoal do comércio, principalmente o comércio de bairros da nossa cidade, que mesmo com essa proibição, acabava expondo seus produtos na calçada. Me relataram que era algo muito importante também para o próprio faturamento do comércio e por não ter essa permissão legal, eles estavam sofrendo fiscalização. Eu fui analisar a legislação e quando eu vi a norma, por mais que seja proibido, existe um grupo que essa proibição não se aplica, que é de restaurantes, bares e açougues. Então, como eu não consegui entender como razoável o motivo dessa exceção para esse pequeno grupo de comércio, me parece mais razoável, então, que a gente permita a todo o comércio a utilização, desde que respeitada a faixa de fluxo de pessoas e também garantindo acessibilidade”, disse.

O projeto ainda não tem data para ter a tramitação concluída e ficar apto para votação em plenário.