Em Maringá, lei quer obrigar escolas a divulgarem cardápio da merenda de forma antecipada

Texto de autoria do vereador Luiz Neto (Agir) aguarda análise das Comissões Permanentes (CP) do legislativo. De acordo com o parlamentar, iniciativa visa ajudar os pais no planejamento da alimentação de crianças com necessidades nutricionais específicas, como celíacos e diabéticos.
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Foto: Arquivo/PMM
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Um projeto de lei que tramita na Câmara de Maringá quer obrigar todas as escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da rede municipal de ensino a divulgarem, com antecedência, os cardápios da merenda servida aos estudantes de forma antecipada. O texto, de autoria do vereador Luiz Neto (Agir), foi protocolado no fim de setembro e até a manhã desta quinta-feira (22), ainda aguardava análise das Comissões Permanentes (CP).

Conforme o texto, a divulgação dos cardápios de cada instituição deverá ocorrer por qualquer meio, seja eletrônico (redes sociais) ou via impressa contendo, no mínimo, os ingredientes servidos pelos próximos cinco dias em cada estabelecimento. A proposta também visa a comunicação prévia em caso de substituição de algum ingrediente.

Em entrevista ao Maringá Post, Neto afirmou que a medida tem o objetivo de auxiliar os pais no planejamento da alimentação dos filhos, especialmente em casos onde crianças tenham uma dieta mais restrita. Ele cita no projeto casos de alunos portadores de doença celíaca e diabéticos, que não podem consumir certos tipos de alimentos.

“Nós temos crianças que têm alergias e comorbidades que acabam sendo afetadas com determinados ingredientes do cardápio da alimentação escolar. Então, por esse motivo, para que as famílias se previnam, consigam se organizar com antecedência para essa criança não deixar de se alimentar durante a sua rotina escolar, nós estamos fazendo essa solicitação para que seja divulgado de forma ampla e assim as famílias tenham acesso a essas informações que são tão importantes para preservar a saúde das nossas crianças”, explicou.

O vereador também argumenta que este pode ser o início de uma discussão para a inclusão de certos ingredientes na merenda escolar, voltados específicamente para este público.

“É o início para esse processo. Nós entendemos que as crianças, principalmente com diabetes tipo 1, que é uma doença extremamente sensível e que demanda cuidados, elas precisam ter essa atenção na alimentação. As crianças celíacas não podem consumir o glúten, então é algo extremamente grave, extremamente sério. A gente quer cuidar e prevenir para que não ocorra nenhum incidente”, finalizou.

A proposta ainda não tem data para ser votada em plenário.