Prefeitura vai iniciar estudos para implantação de programa municipal de ‘cashback’ em Maringá

Informação consta em resposta da Prefeitura para requerimento formulado pela vereadora Majô (PP). Município destacou em ofício que medida não representa uma 'decisão definitiva' sobre o projeto.
Foto: Ilustrativa/Agência Brasil
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A Prefeitura de Maringá vai iniciar estudos visando a possibilidade de implantação de um programa municipal de ‘cashback’, permitindo o retorno de parte do valor das compras para consumidores de produtos e serviços em estabelecimentos locais. Ao menos é o que garantiu o Executivo em resposta a um requerimento apresentado pela vereadora e presidente da Câmara, Majô (PP).

O pedido de informações foi protocolado no mês de agosto. Na ocasião, Majô questionou se havia a possibilidade de implantação de um programa de ‘cashback’ municipal, citando a necessidade de estimular o comércio local, em razão da reforma tributária.

“O comércio de Maringá é um dos pilares da economia local, representando significativa parcela da arrecadação municipal e da geração de empregos. No entanto, parte do consumo dos maringaenses acaba migrando para grandes plataformas de e-commerce ou cidades vizinhas, reduzindo a circulação de recursos na própria economia local. Considerando a recente reforma tributária e a necessidade de fortalecer a economia maringaense, é fundamental estimular que os consumidores priorizem o comércio local, de modo que a arrecadação tributária gerada seja revertida em investimentos e políticas públicas diretamente no município”, disse a vereadora no documento.

Em ofício enviado ao gabinete da parlamentar no fim de setembro e disponibilizado no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL) nesta semana, o Executivo afirmou que foi atribuída à Secretaria Municipal da Fazenda “a responsabilidade de iniciar os estudos para a estruturação e eventual implementação do programa”.

O município ponderou, no entanto, que “a abertura de processo específico não representa, neste momento, decisão definitiva quanto ao modelo ou à implementação do programa, mas constitui o início formal dos estudos necessários à construção da política pública”.

O documento não cita prazos para conclusão dos estudos ou previsão de implantação do projeto, mas atribui a vereadora a possibilidade de acompanhar o andamento dos estudos.