A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, registrou lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 264% em relação aos US$ 2,71 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (21). A receita chegou a US$ 64,6 bilhões, crescimento de 26,1% na comparação anual, impulsionada principalmente pela publicidade digital.
A empresa também registrou aumento de 10% no número de anúncios exibidos e de 14% no preço médio cobrado por anúncio.
Por que o lucro cresceu tanto?
A comparação exige atenção. No terceiro trimestre de 2025, o resultado da Meta foi prejudicado por uma despesa tributária extraordinária. Já em 2026, o balanço inclui um encargo de US$ 9,89 bilhões relacionado a um acordo judicial nos Estados Unidos envolvendo processos sobre saúde mental de adolescentes e redes sociais.
Por isso, o crescimento de 264% no lucro líquido não significa que a operação da empresa tenha avançado na mesma proporção.
O lucro operacional, que mede o resultado das atividades antes de juros e impostos, caiu 36,8%, para US$ 12,99 bilhões. As despesas totais aumentaram 68,1%, alcançando US$ 51,61 bilhões.
Inteligência artificial exige investimentos
A Meta continua ampliando os gastos com infraestrutura tecnológica e inteligência artificial. No terceiro trimestre, os investimentos em equipamentos e infraestrutura somaram US$ 34,91 bilhões, alta de 80,2% em relação ao ano anterior.
A companhia prevê investir entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em despesas de capital ao longo de 2026.
A empresa aposta que a inteligência artificial poderá melhorar as recomendações de conteúdo, aumentar o tempo de uso das plataformas e tornar os anúncios mais eficientes.
O desafio é transformar esses investimentos em receitas suficientes para compensar os custos crescentes.
O que os números mostram?
A Meta mantém forte crescimento da receita publicitária, mas enfrenta despesas maiores e compromissos judiciais relevantes. O resultado líquido também foi influenciado por fatores extraordinários nos dois períodos comparados.
Para investidores e para o mercado de tecnologia, a questão central é saber se o avanço da publicidade e da inteligência artificial continuará gerando retorno suficiente para sustentar os gastos da companhia.
















