De Maringá para o mundo: Como o networking rompe fronteiras e conecta empresas locais a Dubai e Japão

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A ideia de que uma empresa do interior do Paraná precisa estar fisicamente presente em grandes capitais ou no exterior para internacionalizar seus negócios ficou no passado. Durante sua participação no podcast Ponto a Ponto, o diretor executivo do BNI, Rodrigo Fujihara, detalhou como a tecnologia, aliada a um método estruturado de confiança, transformou Maringá e cidades vizinhas em polos de exportação de serviços e produtos.

 

“O BNI está presente em mais de 70 países. Você tem um aplicativo que conecta todas as equipes. Hoje são mais de 300 mil empresários e você pode se conectar a eles através desse aplicativo”, revelou Fujihara. Essa infraestrutura digital permite que a confiança construída em Maringá sirva de “passaporte” para mercados em todos os fusos horários.

 

Conexão global

Para ilustrar que o tamanho da cidade não limita o alcance do negócio, Rodrigo citou exemplos práticos de transações que cruzaram oceanos. “Já aconteceu e acontece com frequência aqui na nossa região. Tivemos casos de Campo Mourão que fez negócios com a Grécia; casos aqui em Maringá que fazem negócios com a China, com a Índia e com Portugal”, detalhou o executivo ao jornalista Ronaldo Nezo.

 

Essa dinâmica é possível porque os membros da rede possuem o que ele chama de “passe livre”. Se um empresário de Maringá viaja para os Estados Unidos ou Dubai, ele pode visitar uma equipe local e será recebido com a mesma filosofia de colaboração que encontra em sua cidade de origem.

 

Do Havaí ao Japão: O networking em tempo real

O próprio Rodrigo compartilhou uma experiência pessoal de como a rede funciona na prática. Ele relembrou um contato feito durante uma conferência global no Havaí, há dois anos, que gerou frutos recentemente.

 

“Eu conheci uma pessoa do Japão lá e ela me chamou agora para fazer uma reunião. Então eu estou marcando, a gente está vendo a diferença de fuso, e estamos definindo o horário para falar de negócios”, contou. Para ele, essa é a prova de que a ferramenta permite conexões para além do que acontece no grupo local: “A gente está olhando lá para Dubai, mas pode ser que Campo Mourão tenha uma oportunidade”.

 

O ambiente seguro para a exportação

O grande diferencial dessa “globalização do networking” é a segurança. Fujihara enfatiza que, ao procurar um parceiro internacional via BNI, o empresário sabe que encontrará alguém que segue a mesma filosofia do Givers Gain (Ganhar Contribuindo).

 

“É um ambiente seguro onde a gente pode trocar referência e pode fazer negócio também. O meu sócio, o Vinícius, esteve nos Estados Unidos recentemente e visitou uma equipe lá. Foi recebido, as pessoas abriram as portas para ele ali por ser do BNI. Vai desde um nível regional até um nível global”, conclui.

 

Serviço

O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com Rodrigo Fujihara, onde ele explora as possibilidades de expansão e os números do networking no Paraná, está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio