A Netflix vai demitir cerca de 1.000 funcionários em diferentes áreas da empresa. O número representa aproximadamente 6% de sua força de trabalho e marca a maior rodada de cortes desde 2022.
A decisão foi comunicada internamente na quarta-feira (14) pelos co-presidentes-executivos Greg Peters e Ted Sarandos. As principais áreas afetadas serão produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos.
Segundo os executivos, a empresa precisa definir melhor onde concentrar seus funcionários e recursos para manter o crescimento e melhorar seus serviços.
Por que a Netflix está demitindo?
Apesar dos cortes, a Netflix afirma que seus negócios continuam sólidos e que a empresa mantém a previsão de resultados para 2026.
O desafio está em continuar crescendo em um mercado cada vez mais disputado. Além de concorrer com serviços como Disney+ e Amazon Prime Video, a plataforma enfrenta a concorrência de vídeos gratuitos publicados no YouTube e no TikTok.
Essas plataformas disputam o tempo e a atenção dos usuários, o que pode dificultar o crescimento da audiência e das receitas da Netflix.
A empresa também procura ganhar dinheiro além das mensalidades. Entre as apostas estão a publicidade, os programas ao vivo e os jogos.
Empresa continua lucrativa
A redução de funcionários acontece mesmo com resultados financeiros positivos. No segundo trimestre de 2026, a Netflix registrou receita de US$ 12,56 bilhões e lucro líquido de US$ 3,4 bilhões.
No fim de 2025, a companhia tinha aproximadamente 16 mil funcionários em tempo integral.
A empresa também tentou comprar os ativos de streaming e estúdios da Warner Bros. Discovery, mas desistiu da negociação após uma proposta concorrente.
O corte de pessoal mostra que até grandes empresas lucrativas podem rever suas equipes e prioridades para enfrentar a concorrência e buscar novas formas de crescimento.
Não há, nas informações divulgadas sobre o anúncio, um detalhamento que permita afirmar quantos dos postos eliminados serão no Brasil.









