A OAB Subseção de Maringá divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (20) se manifestando sobre o caso envolvendo um advogado inscrito na subseção, suspeito de matar o próprio cliente a facadas em um apartamento de Maringá. O crime aconteceu na noite de terça-feira (19) e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e socorristas.
Na nota, a entidade afirmou que recebeu com “profundo pesar” a notícia da morte e prestou solidariedade aos familiares da vítima. A OAB informou ainda que, assim que tomou conhecimento do caso, iniciou diligências junto às autoridades competentes para obter informações oficiais sobre as circunstâncias da ocorrência.
Segundo o comunicado assinado pelo presidente da subseção, Dr. Pedro Henrique Souza, pela diretora de prerrogativas, Liana Carla Gonçalves dos Santos, e pelo presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas Profissionais, Rodolfo Menengoti Gonçalves Ribeiro, foi criado um grupo de trabalho específico para acompanhar o caso junto às forças de segurança e o inquérito policial instaurado.
A entidade também confirmou que já acompanha as oitivas de testemunhas realizadas pela autoridade policial e destacou que seguirá monitorando todos os atos oficiais relacionados à investigação.
“A Subseção seguirá acompanhando todos os atos oficiais relacionados ao caso, no exercício de sua função institucional, assegurando a observância das garantias legais e constitucionais aplicáveis, bem como o respeito às prerrogativas profissionais, sem prejuízo da necessária e rigorosa apuração dos fatos”, diz trecho da nota.
Caso mobilizou forças policiais
Na manhã desta quarta-feira (20), a Polícia Militar emitiu uma nota detalhando a ocorrência.
Conforme a PM, o advogado, de 32 anos, é suspeito de matar um homem de 48 anos, que seria seu cliente em um processo relacionado à violência doméstica. O crime aconteceu dentro do apartamento da vítima, onde também estavam a esposa e a filha do homem.
De acordo com o relato das testemunhas, o advogado frequentava a residência da família desde abril e mantinha contato frequente com o cliente. As duas mulheres afirmaram à polícia que era comum o consumo de substâncias entorpecentes durante os encontros.
Ainda segundo os depoimentos, momentos antes do crime o suspeito teria utilizado cocaína e ritalina de forma inalada. As testemunhas relataram que ouviram discussões e sons de agressão física vindos de outro cômodo do apartamento, até perceberem que o advogado havia se apoderado de uma faca e iniciado o ataque contra o cliente.
Uma das mulheres tentou conter as agressões utilizando uma panela, mas afirmou que o suspeito continuou desferindo golpes de faca contra a vítima e também avançou em sua direção. Em seguida, ela deixou o apartamento para pedir ajuda.
A Polícia Militar informou que, ao entrar no imóvel, encontrou o advogado caído sobre a vítima. Conforme os policiais, em determinado momento o suspeito retomou a consciência e ainda desferiu um chute contra o homem ferido.
Segundo a PM, o advogado resistiu à abordagem policial, situação que evoluiu para luta corporal com os militares.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Maringá. Já o advogado foi levado para um hospital da cidade, onde permanece internado sob escolta policial.


















