Montadoras chinesas avançam no futebol e ocupam espaço das bets

Estudo aponta dez contratos do setor automotivo em 2026, contra apenas um em 2024
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As montadoras chinesas estão ampliando sua presença no futebol brasileiro. Em 2024, o setor automotivo tinha apenas um contrato de patrocínio com clubes. Em 2026, são dez, segundo levantamento do Ibope divulgado em 8 de outubro. As marcas chinesas respondem por parte importante desse crescimento.

Quatro fabricantes estão presentes em cinco clubes da elite do futebol nacional: BYD, Leapmotor, GAC e GWM. Os acordos envolvem equipes de grande torcida e também clubes com alcance regional.

A BYD patrocina Corinthians e Bahia. A Leapmotor está no Palmeiras, enquanto a GAC fechou parceria com o Flamengo. Já a GWM aparece entre os patrocinadores da Chapecoense.

Outro exemplo é o Vila Nova, de Goiás, que anunciou a BYD como patrocinadora principal de sua camisa até o fim da temporada. Segundo a diretoria, o acordo é o maior da história do clube, embora os valores não tenham sido divulgados.

Estratégia para conquistar consumidores

A presença nos uniformes, nos estádios e nos centros de treinamento permite que as marcas sejam vistas por torcedores em diferentes regiões do país. Para fabricantes que buscam ampliar sua participação no mercado brasileiro, o futebol oferece exposição nacional e aproximação com potenciais compradores.

O movimento ocorre em um período de expansão da oferta de veículos elétricos e híbridos, segmentos nos quais as montadoras chinesas ampliaram sua atuação.

A estratégia também pode fortalecer o reconhecimento de marcas que ainda disputam espaço com fabricantes tradicionais. A publicidade esportiva ajuda a apresentar essas empresas ao consumidor, embora não garanta, por si só, aumento nas vendas.

Mudança no mercado de patrocínios

O crescimento do setor automotivo acontece paralelamente à redução dos contratos das casas de apostas. Segundo o estudo do Ibope, as bets passaram de 17 contratos em 2024 para 14 em 2026, uma queda de aproximadamente 18%.

O setor financeiro lidera o levantamento, com 29 contratos, seguido por alimentação, com 16. As apostas aparecem com 14, enquanto os segmentos imobiliário e automotivo registram 11 e dez, respectivamente.

A mudança amplia as alternativas para os clubes, mas não significa que as montadoras substituirão integralmente as receitas das bets. Os valores dos contratos variam, e nem todos os patrocínios ocupam o espaço principal das camisas.

O desafio dos clubes é transformar a exposição da marca em acordos comerciais duradouros. Para as montadoras chinesas, o futebol representa mais um caminho para disputar a preferência dos brasileiros em um mercado automotivo cada vez mais competitivo.