Sistema de drenagem proporciona recorde no nível de água no Lago do Parque do Ingá

Pesquisa da Fadec em parceria com a UEM iniciou em 2022 e engloba estudos de qualidade e escoamento de água
Lago do Parque do Ingá atinge maior nível de água em pouco mais de um ano. Foto: Graciane Santos/ Maringá Post
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O nível de água do lago do Parque do Ingá atingiu seu maior nível desde que chegou a estado mais crítico, em setembro de 2022. Por trás da conquista, estudos de engenharia e monitoramento se dedicam para que o projeto aconteça.

Um projeto da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico da Universidade Estadual de Maringá (Fadec), em parceria com a UEM, construiu um sistema inteligente para que a chuva da cidade escoe e chegue ao lago.

As águas de drenagem atuam dos dois lados do parque – tanto da zona 05, quanto da zona 08. Elas passam por canais e chegam a um desvio, onde sedimentos e materiais impróprios ficam. Dessa forma, a água da chuva com qualidade adequada para o lago.

O estudo iniciou em 2022, e é coordenado pelos professores Sandro Rogério Lautenschlager e Cristhiane Michiko Passos Okawa. Até hoje, diferentes alunos passaram pelo projeto. Em entrevista ao Maringá Post, Lautenschlager relembra o período de coleta das amostras.

“A gente tinha que falar assim: ‘Vai chover’. Aí os meninos corriam aqui para coletar amostra de água para ver a qualidade da água que ia encontrar no naquele evento de precipitação”.

Além disso, conta que os estudantes muitas vezes trabalhavam debaixo de chuva para descobrir qual era a qualidade da água.

“A gente vinha aqui pro parque, ficava esperando chover, subia o lago e aí coletava uma amostra de água”.

Ecossistema ambiental

José Roberto Francisco Behrend, Secretário de Meio Ambiente, afirma que a conquista vai além da estética ou da vida dentro d ‘água.

“A gente tem tantos animais de vida aquática que tem uma maior disponibilidade de oxigênio, mas também a gente tem uma fauna associada que se utilizam desses animais para sua cadeia produtiva ou reprodutiva”

 

Dessa forma, o secretário de meio ambiente reforça, que quando a natureza e a pesquisa se unem, a vida dentro e fora do parque só tem a ganhar

“A gente acaba vendo aqui não só a beleza cênica, mas a gente vê aí a vida renascendo com o aumento. A gente sabe que a água é vida e a gente consegue ver isso aqui no dia a dia do Parque.”