Maringaense lança livro sobre ansiedade, maternidade e fé

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Acostumada à exatidão dos laboratórios, aos manuais de qualidade e à busca incansável por respostas e métodos, a química Amanda Vieira Matos encontrou na própria jornada pessoal o ponto de virada para a escrita. Em seu livro de estreia, “Entre o ‘e se?’ e a Fé”, a autora aborda os desafios de conviver com o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), a síndrome do pânico e as intensas cobranças intensificadas pela maternidade, oferecendo um olhar de acolhimento e esperança para quem enfrenta cenários de incerteza.

A obra nasceu a partir do diagnóstico e dos episódios vividos por Amanda ao longo de anos, agravados pelo desejo constante de controle. A maternidade, segundo a escritora, funcionou como um divisor de águas ao expor a impossibilidade de prever e proteger os filhos de todas as variáveis da vida: “A minha ansiedade não nasceu na maternidade, eu convivo com ela há muito tempo. A maternidade apenas iluminou aquilo que estava obscuro dentro de mim. Foi a partir do desejo de proteger meu filho que entendi que realmente não temos controle sobre nada. Fui unindo o aprendizado da ajuda profissional com psicólogo e psiquiatra para transformar isso em um sonho de acolher outras pessoas”.

O Método do Ipê

Para ajudar os leitores a lidarem com os pensamentos acelerados, Amanda desenvolveu o “Método do Ipê”, uma ferramenta prática dividida em quatro etapas: nomear, discernir, cuidar e confiar. A metodologia adapta ferramentas corporativas de investigação de causa raiz — como os “5 Porquês” da gestão da qualidade — para aplicar ao campo emocional e espiritual.

A metáfora da árvore reflete o ciclo de renovação humana em momentos de crise. “O ipê passa por diferentes estações: perde todas as folhas, fica seco e achamos que está sem vida. Mas depois ele ressurge exuberante. O método ensina a colocar o ‘e se?’ no lugar correto. A ansiedade quer que a gente abra todas as ‘gavetas’ da mente ao mesmo tempo e resolva tudo de uma só vez. A proposta é aprender a abrir uma gaveta por vez, agindo no que está ao nosso alcance e confiando em Deus naquilo que não podemos controlar”

Transformação pessoal 

Embora a obra dialogue diretamente com os dilemas maternos, a autora ressalta que as ferramentas do livro atendem a qualquer pessoa que enfrente períodos de vulnerabilidade emocional, como quadros de estresse, depressão ou ansiedade no ambiente de trabalho e familiar.

Ao olhar para a trajetória antes e depois da escrita da obra, Amanda destaca que a maior transformação foi aprender a conviver com a ausência de certezas absolutas. “A maior transformação é entender que não preciso ter todas as respostas nem controlar tudo para estar segura. Ter fé não significa que tudo vai acontecer como eu gostaria, mas sim continuar caminhando e confiar que não preciso carregar tudo sozinha”. 

Serviço  – saiba mais em  @amandaemlinhas