Em Maringá, Casa Luanda promove ‘Batucajé’ nesta sexta (9) e sábado (10)

O Batucajé visa conectar as pessoas com o sagrado e promover um aprendizado sobre essas tradições. O evento oferece culinária típica (acarajé gratuito feito pela Omí Cozinha, de Laís Guelis), fortalecendo a conexão com as raízes afro-brasileiras.
Foto: Divulgação
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Neste final de semana, a Casa Luanda realiza mais uma edição do Batucajé, uma “festa de terreiro” que celebra e divulga culturas populares brasileiras, como o maracatu de baque virado, o bumba meu boi, a capoeira angola e tradicionalidades do samba.

Na sexta-feira, dia 9, a partir das 19h30, haverá a exibição do documentário “Poesia Azeviche”, de Ailton Pinheiro (Tom Pinheiro), que conta, por meio das memórias dos compositores e letristas de destaque dos Blocos Afros Tradicionais da Bahia entre as décadas de 1970 e 1990, a importância histórica de suas canções para a valorização da identidade negra e a luta contra o racismo na Bahia e no Brasil.

Em seguida, haverá uma roda de conversa com Laís Fialho, Maré das Águas, Poli e Mestre Valdeir com o tema “O que recebemos, o que recriamos – Formas de relação e tradição”. Fechando o dia, acontece a oficina Sambada (saberes, brincadeiras e organizações da Casa Luanda), com Laís Fialho e Maré das Águas.

Já no sábado, dia 10, a programação começa às 13h30 com a oficina “A Voz do Corpo”, ministrada por Poli (Recife/PE). Fundamentada nos brinquedos e manifestações da cultura popular pernambucana, como o Coco, a Capoeira e as danças tradicionais do estado, a atividade toma essas práticas como tecnologias ancestrais de conhecimento e comunicação, unindo o canto, a dança, a brincadeira e a capoeira para despertar o corpo como um território sagrado e poético.

Às 18h começa o festejo com a participação dos grupos Bumba Meu Boi Anjos da Guarda, Capoeira Angola Dinda, Maracatu Roda do Encanto, DJ Babu e o show “Da Raiz ao Canto”, com Poli (Recife/PE). Durante o festejo, haverá distribuição gratuita de acarajé, feira de expositores/as, drinks da Dinda e acessibilidade em Libras.

Pernambucana, cantora, compositora e percussionista, Poli constrói sua sonoridade a partir das vivências e pesquisas iniciadas em 2013 nas rodas de coco de terreiro e na cultura popular. Desde o lançamento do projeto “Fuzuê”, em 2018, um marcante tributo a Clara Nunes, e de sua atuação contínua no grupo “Raízes do Capibaribe”, a artista vem ocupando palcos estratégicos nos ciclos festivos de Pernambuco e em festivais pelo país. À frente do projeto “Fuá da Poli”, a artista lançou os singles “Pra Você”, “Pras Mestras” e “Forró Acanhado”. Sua trajetória traz ainda colaborações marcantes com grandes nomes da música brasileira, como Alessandra Leão, Josildo Sá, Renata Rosa, Laura Tamiana e Vinicius de Farias. Sua maturidade artística culminou em 2025 com o lançamento do EP autoral “Da Raiz ao Canto”, com participação especial de Alessandra Leão.

O Batucajé visa conectar as pessoas com o sagrado e promover um aprendizado sobre essas tradições. O evento oferece culinária típica (acarajé gratuito feito pela Omí Cozinha, de Laís Guelis), fortalecendo a conexão com as raízes afro-brasileiras. O formulário para inscrição de expositores interessados em participar da feira está disponível para inscrição até dia 06/10.

Serviço:
Batucajé
Dias 9 e 10 de outubro
Local: Casa Luanda (Av. Gastão Vidigal, 55)

Entrada gratuita
Com intérprete de Libras

Programação:
Dia 9 de outubro (sexta-feira)
A partir das 19h30
Exibição do documentário Poesia Azeviche

“O que recebemos, o que recriamos – Formas de relação e tradição”
Roda de conversa com Laís Fialho, Maré das Águas, Poli e Mestre Valdeir

Oficina Sambada (saberes, brincadeiras e organizações da Casa Luanda)
Com Laís Fialho e Maré das Águas

Dia 10 de outubro (sábado)

13h30 – Oficina “A Voz do Corpo” com Poli (Recife/PE)

18h – Festejo Batucajé com
Bumba Meu Boi Anjos da Guarda
Capoeira Angola Dinda
Maracatu Roda do Encanto
Show Da Raiz ao Canto — Poli (Recife/PE)
DJ Babu