Exportação de café acelera em 2026 e movimenta a região de Maringá

Brasil bate recorde em agosto, enquanto Maringá mantém participação na cadeia de produção e cafés especiais
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A exportação brasileira de café ganhou força em 2026 e agosto terminou com o melhor resultado da história para o mês.

Foram embarcadas 4,155 milhões de sacas de 60 quilos, crescimento de 31% em relação a agosto de 2025. A receita chegou a US$ 1,331 bilhão, alta de 19,8%.

O destaque ficou com os cafés conilon e robusta. As exportações desses tipos cresceram 53,6% em agosto, chegando a 953,6 mil sacas.

O café arábica também avançou. Foram 2,866 milhões de sacas, alta de 25,7% sobre agosto do ano passado.

Apesar do resultado de agosto, o acumulado de janeiro a agosto ainda registra leve queda. O Brasil exportou 25,073 milhões de sacas no período, 1,2% menos que as 25,370 milhões de sacas do mesmo período de 2025.

O cenário mostra que não é possível afirmar que as exportações brasileiras cresceram mais de 50% em todo 2026. O aumento superior a 50% ocorreu especificamente entre os cafés conilon e robusta em agosto.

No Paraná, a cadeia do café também mantém espaço importante, especialmente na produção de cafés diferenciados e de maior valor.

Maringá tem participação histórica nessa atividade e continua inserida na cadeia regional. O IDR-Paraná mantém ações voltadas à cafeicultura e, em 2026, promoveu em Maringá o Festival do Café Especial, reunindo produtores e iniciativas relacionadas ao produto.

A região também aparece nas ações de pesquisa e assistência técnica do Estado voltadas à produção de café.

O avanço das exportações cria oportunidades não apenas para quem planta, mas também para beneficiadores, torrefações, comércio, logística e produtores de cafés especiais.

O preço internacional e a procura externa ajudam a determinar quanto desse movimento chega ao produtor. Em setembro, os indicadores do setor continuavam mostrando valores elevados para diferentes tipos de café.

Para Maringá e região, o impacto deve ser analisado além do volume efetivamente embarcado diretamente pelos municípios.

Grande parte do café produzido regionalmente pode entrar em cadeias de comercialização e processamento antes de chegar aos portos, o que faz com que a exportação registrada no município não represente necessariamente toda a participação econômica regional.

O resultado de agosto, portanto, reforça a importância do café para o agronegócio brasileiro e abre espaço para produtores do Paraná ampliarem a presença em mercados que valorizam qualidade, origem e cafés especiais.