A Comissão Processante (CP) da Câmara de Maringá que apura uma denúncia de possível assédio moral contra a vereadora Professora Ana Lúcia (PDT) tem encontrado dificuldades para notificar formalmente a parlamentar sobre o andamento do processo.
O grupo, formado pelos vereadores Guilherme Machado (PL), Luiz Neto (Agir) e Akemi Nishimori (PSD) remarcou uma reunião que ocorreria nesta quinta-feira (30) após mais uma tentativa, sem sucesso, de fazer contato com a parlamentar.
Desde que a Comissão optou por rejeitar a defesa prévia da vereadora e dar sequência na processo, que pode culminar na cassação, foram oito tentativas de contato dos vereadores com Ana Lúcia, entre visitas pessoais e mensagens enviadas por aplicativos de mensagens. Nesta quinta (30), os vereadores tomariam o depoimento do denunciante, Vinícius Felice, que ocorreria de forma remota. O depoimento foi remarcado para a próxima terça-feira (4).
A Comissão tenta notificar Ana Lúcia desde o dia 21 de julho, quando a decisão pela continuidade do processo foi tomada. Na reunião desta quinta (30), os parlamentares determinaram que caso o contato não seja estabelecido até a próxima terça, que a convocação seja feita via edital público. Um dos advogados que representou a vereadora na defesa prévia chegou a conversar com a Comissão nesta quinta (30), mas se recusou a receber a notificação por afirmar não ter procuração para a representar neste caso.
Conforme apurado pelo Maringá Post com pessoas próximas a vereadora, Ana Lúcia cumpre agendas de pré-campanha fora de Maringá. O advogado em questão está autorizado apenas a prestar apoio em atos de assistência técnica da defesa.
Para a reportagem, Ana Lúcia informou que retornará à Câmara nesta sexta-feira (31) para presidir a reunião pública da Comissão de Educação com os candidatos à Reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ela nega que tenha sido intimada pessoalmente “para cumprir qualquer ato relacionado à Comissão Processante”.























