Indústria e comércio vão ao STF contra o fim da 6×1

CNI e CNC questionam mudanças e pedem mais tempo para empresas se adaptarem às novas regras
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A indústria e o comércio decidiram recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra pontos da Emenda Constitucional 141/2026, que extinguiu a escala 6×1 e estabeleceu a jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) apresentaram ações diferentes.

A CNI questiona a aplicação imediata das novas regras e pede tratamento específico para micro e pequenas empresas.

A entidade também contesta a perda de validade, em dois meses, de acordos e convenções coletivas incompatíveis com a nova jornada.

Segundo a CNI, a redução para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários, elevaria em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria, impacto estimado em R$ 88 bilhões.

Já a CNC não questiona diretamente o fim da 6×1, mas quer adiar sua implementação.

A emenda determina que, a partir de 16 de dezembro de 2026, a jornada máxima passe de 44 para 42 horas semanais.

A etapa seguinte, de 40 horas, está prevista para dezembro de 2027.

A CNC pede que a primeira fase seja transferida para outubro de 2027 e a jornada de 40 horas fique para outubro de 2028.

O argumento é que o prazo de apenas 60 dias para adaptação seria insuficiente para reorganizar escalas, contratar trabalhadores e ajustar contratos e sistemas.

As duas ações chegam ao STF em um momento decisivo para o futuro da jornada de trabalho no país.

Até que o Supremo decida, permanece válido o calendário estabelecido pela Emenda Constitucional 141.