O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (4) manter a Selic em 13,75% ao ano.
Com a decisão, o Brasil continua entre os países com juros mais elevados do mundo. Em termos nominais, porém, ocupa a quarta posição, atrás de Turquia, Argentina e Rússia.
O destaque está nos juros reais, que descontam a inflação projetada. Nesse critério, o Brasil lidera o ranking mundial, com taxa estimada em 9,49% ao ano.
A Turquia aparece em segundo lugar, com 7,77%, seguida por Argentina, com 6,80%, e Rússia, com 6,57%.
A manutenção da Selic interrompe uma sequência de reduções e mantém elevado o custo do dinheiro no país.
Na prática, juros altos encarecem financiamentos e empréstimos, dificultam o consumo e aumentam o custo de capital para empresas.
Também existe impacto sobre as contas públicas, já que uma parcela importante da dívida do governo é corrigida por taxas de juros.
O Banco Central mantém a política monetária restritiva diante das preocupações com a inflação e das incertezas econômicas.
Para o consumidor, a decisão significa que o crédito continuará caro por mais tempo.
Para investidores, por outro lado, o cenário mantém elevada a remuneração de aplicações de renda fixa.
A discussão agora passa a ser quando o Banco Central poderá voltar a reduzir a Selic.






