MPT pede R$ 3 milhões à Azul por assédio moral

Investigação aponta denúncias de humilhações, pressão psicológica e jornadas prolongadas no setor fiscal da companhia.
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Azul Linhas Aéreas e pede R$ 3 milhões em indenização por danos morais coletivos.

A ação é resultado de uma investigação sobre denúncias de assédio moral organizacional no setor Fiscal/Tributário da empresa, localizado em Barueri, na Grande São Paulo.

Segundo o MPT, foram identificados relatos de cobranças excessivas, pressão psicológica, jornadas prolongadas e exigências de trabalho fora do expediente.

As denúncias incluem contatos durante a madrugada, nos fins de semana, nas férias e até durante afastamentos médicos e internações hospitalares.

Humilhações e pressão sobre funcionários

De acordo com a investigação, trabalhadores relataram episódios de gritos, humilhações diante de colegas e metas consideradas impossíveis de cumprir.

Também foram relatadas exclusões de reuniões como forma de punição e cobranças que invadiam a vida pessoal dos empregados.

Outro ponto investigado envolve possíveis retaliações contra funcionários que denunciavam problemas ou questionavam as condições de trabalho.

O MPT afirma ainda ter identificado relatos de orientações para que empregados trabalhassem sem conexão aos sistemas corporativos nos fins de semana, evitando o registro das horas extras.

Investigação começou em 2024

O inquérito civil foi instaurado em 2024. Durante a apuração, o órgão analisou documentos, comunicações internas e depoimentos de trabalhadores e ex-funcionários.

A investigação também identificou registros de afastamentos previdenciários por transtornos mentais e comportamentais entre trabalhadores da unidade.

Além dos R$ 3 milhões, o Ministério Público pede que a Azul fortaleça os canais de denúncia, proteja funcionários contra possíveis retaliações, capacite gestores e monitore os riscos à saúde mental.

A empresa ainda poderá apresentar sua defesa no processo. Até a publicação das informações consultadas, não havia decisão judicial sobre o pedido de indenização.

Fonte principal: Ministério Público do Trabalho-ação contra a empresa Azul