O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do empresário e influenciador fitness Renato Cariani por envolvimento em um suposto esquema de desvio de produtos químicos destinados à produção de drogas.
O pedido foi apresentado nas alegações finais do processo, etapa em que a acusação reúne seus argumentos antes da decisão judicial.
A pena pode chegar a 51 anos e 8 meses de prisão, além de multas, dependendo do enquadramento dos crimes e dos critérios aplicados pela Justiça.
Cariani responde por associação para o tráfico, tráfico de insumos destinados à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Ele também é acusado de falsidade ideológica, conforme a denúncia.
O que diz a acusação
Segundo o Ministério Público, produtos químicos comercializados pela empresa Anidrol, da qual Cariani era sócio, teriam sido desviados para o mercado ilegal.
A investigação aponta operações com documentos e registros fiscais supostamente fraudulentos. Os produtos seriam utilizados na fabricação ou no processamento de drogas como cocaína e crack.
A acusação também sustenta que valores relacionados às operações teriam sido movimentados para ocultar sua origem.
O caso foi investigado pela Polícia Federal na Operação Hinsberg, deflagrada em dezembro de 2023.
Além de Cariani, o Ministério Público pediu a condenação dos empresários Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira.
Cariani pode ser preso?
Não há condenação decorrente desse pedido. Até esta quarta-feira (28), o influenciador respondia ao processo em liberdade.
O número de 51 anos e 8 meses representa uma estimativa máxima de pena, não uma sentença já definida. O limite de cumprimento de penas privativas de liberdade no Brasil é de 40 anos.
A defesa contesta as acusações e sustenta que as provas do processo demonstrarão a improcedência da denúncia.
Com a apresentação das alegações finais pelo Ministério Público, a defesa deverá apresentar seus argumentos antes de a Justiça decidir o caso.
A decisão sobre eventual condenação caberá ao Judiciário.
















