A Petrobras perdeu R$ 59,2 bilhões em valor de mercado na segunda-feira (26), em um dos pregões mais turbulentos da Bolsa brasileira em 2026.
A queda ocorreu após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, resultado que contrariou as expectativas de parte dos investidores.
As ações preferenciais da companhia, identificadas pelo código PETR4, fecharam em baixa de 8,18%, cotadas a R$ 53,88.
Já as ações ordinárias, PETR3, recuaram 6,81%, encerrando o dia a R$ 60,80.
Com a desvalorização, o valor de mercado da estatal caiu para R$ 745,9 bilhões, ante o patamar registrado no encerramento da sexta-feira (23).
Governo também perde valor
A queda atingiu todos os grupos de acionistas, incluindo o governo federal, que controla a companhia.
Segundo levantamento baseado na composição acionária da Petrobras, a participação da União, do BNDES e de empresas ligadas ao banco perdeu aproximadamente R$ 20,6 bilhões em valor de mercado.
Investidores estrangeiros concentraram a maior parcela da perda, estimada em R$ 29 bilhões.
O varejo, que inclui pessoas físicas, empresas e fundos do FGTS, perdeu cerca de R$ 5,4 bilhões. Instituições brasileiras tiveram redução estimada em R$ 4,2 bilhões.
Esses valores representam a desvalorização das participações acionárias, e não uma retirada equivalente de dinheiro das contas dos investidores.
Bolsa também registra forte queda
O movimento da Petrobras ocorreu em um dia de perdas generalizadas no mercado financeiro.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 13,88%, encerrando o pregão aos 176.608 pontos.
No conjunto, as empresas listadas na B3 perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.
A reação dos investidores refletiu mudanças nas expectativas sobre a política econômica, as contas públicas e a condução das empresas estatais no próximo governo.
A Petrobras, entretanto, vinha acumulando forte valorização ao longo do ano. Em outubro, a companhia chegou a superar R$ 800 bilhões em valor de mercado.
A queda de segunda-feira reduziu parte desses ganhos e recolocou no centro do debate a influência das expectativas políticas sobre os preços das ações.
















