De jovem aprendiz a desenvolvedor: a trajetória de um programador formado “dentro de casa” em Maringá

Ele começou longe do código e hoje é desenvolvedor. A história dele mostra que a porta de entrada para a tecnologia nem sempre é a programação
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O primeiro emprego de Vitor Manoel Palma foi como jovem aprendiz, no setor administrativo da Elotech. Hoje, ele é programador na empresa de tecnologia para a gestão pública sediada em Maringá. A trajetória chama a atenção em um setor que forma menos profissionais do que o mercado demanda: segundo a Brasscom, associação das empresas de tecnologia, foram necessários cerca de 665 mil profissionais entre 2019 e 2024, enquanto aproximadamente 464 mil pessoas se formaram na área no período.

Quando chegou à empresa, em 2020, Vitor não sabia escrever uma linha de código. “Eu não conhecia a programação. Mas gostava muito de computador, e era uma área que parecia interessante pra mim”, conta. Foi essa curiosidade que o levou a buscar uma oportunidade em uma empresa de tecnologia, mesmo que a porta de entrada fosse outra.

Era o início da pandemia, e o trabalho estava longe do desenvolvimento de sistemas. Vitor, porém, deixou claro que queria seguir esse caminho e, quando surgiu a oportunidade de mudar de área, decidiu aproveitá-la. Passou a estudar por conta própria e a aprender no dia a dia com os colegas mais experientes.

O começo foi difícil. As tarefas exigiam conhecimento que ele ainda estava construindo, e pedir ajuda fazia parte da rotina. “Eu sonhava com o dia em que ia conseguir fazer uma tarefa sem ajuda”, lembra.

Com dedicação e aprendizado contínuo, Vitor avançou na carreira. Primeiro, tornou-se trainee de desenvolvimento; depois, foi efetivado como desenvolvedor. Desde então, segue construindo sua trajetória na área dentro da mesma empresa em que iniciou a vida profissional.

Ninguém aprende sozinho

Ao falar sobre a própria trajetória, Vitor divide o mérito com quem esteve ao lado dele durante o processo de aprendizagem. Além de esclarecer dúvidas, os colegas compartilhavam materiais de estudo e contribuíam para que ele desenvolvesse novas habilidades no trabalho.

“Os colegas de trabalho sempre ajudavam nas dúvidas, mandavam material à parte para estudo, e sempre tivemos uma cooperação”, conta.

Ele também procurava participar ativamente do próprio desenvolvimento. Vitor recorria à liderança para entender como estava seu desempenho, identificar pontos de melhoria e receber orientações sobre os próximos passos.

“Eu procurava muito meu líder para pedir feedback, perguntava como estava indo e pedia direcionamentos de como melhorar. Sempre fui muito receptivo aos feedbacks”, afirma.

Hoje, com mais experiência, ele procura oferecer aos novos integrantes da equipe o mesmo apoio que recebeu no início.

“As pessoas foram muito pacientes comigo. Eu tento replicar isso com os próximos. Isso vem da cultura da própria empresa, da colaboração e do compartilhamento de conhecimento”, diz.

A porta de entrada nem sempre é o código

A experiência de Vitor mostra que trabalhar com tecnologia não exige, necessariamente, começar a carreira como programador. Áreas como suporte, implantação e administração também podem abrir caminhos para quem deseja ingressar no setor e desenvolver novas competências ao longo do tempo.

A formação de profissionais é um dos desafios do mercado brasileiro de tecnologia. Os números da Brasscom indicam uma diferença entre a demanda por trabalhadores e a quantidade de pessoas formadas na área, o que amplia a importância de iniciativas que contribuam para preparar e desenvolver talentos.

Na Elotech, esse processo começa na contratação, com a busca por profissionais que reúnam as competências necessárias para cada função e tenham afinidade com a forma de trabalho da empresa. Depois da entrada, o desenvolvimento continua por meio de feedbacks, conversas individuais com a liderança, mentoria e convênios que facilitam o acesso a cursos de idiomas, graduação e pós-graduação.

A empresa também destaca a autonomia, a integridade, a colaboração e a performance como valores que orientam o trabalho das equipes. Na prática, a proposta é estimular a troca de conhecimento, o acompanhamento profissional e a evolução dos colaboradores ao longo da carreira.

Tecnologia para melhorar o serviço público

Fundada em 1985, em Maringá, a Elotech desenvolve sistemas para prefeituras, câmaras municipais e outras entidades públicas. A empresa conta com mais de 250 profissionais e atende mais de 700 entidades em mais de 200 cidades de oito estados. Suas soluções abrangem áreas como administração, arrecadação, contabilidade, recursos humanos, educação, saúde e assistência social, com processamento de mais de R$ 15 bilhões por ano.

Para o CEO da empresa, Marco Aurélio Castaldo, o objetivo do trabalho é contribuir para melhorar os serviços públicos oferecidos à população.

“Acreditamos que a tecnologia só faz sentido quando é usada para melhorar a vida das pessoas. É deixar os serviços públicos mais transparentes, mais ágeis e mais baratos, para que sobrem recursos para investir onde mais precisa, que é na saúde e na educação”, afirma.

Elotech tem vagas abertas em diferentes áreas

A empresa está com oportunidades abertas em diferentes áreas, todas também elegíveis para pessoas com deficiência (PcD). Entre os benefícios oferecidos estão plano de saúde com mensalidade integralmente custeada pela empresa, plano odontológico, seguro de vida, cartão multibenefícios para alimentação e refeição, acesso ao Wellhub e café da manhã e da tarde na sede.

Os interessados podem consultar as oportunidades e conhecer mais sobre a empresa na página de carreiras da Elotech.

Sobre a Elotech

A Elotech desenvolve sistemas integrados para a gestão pública, atendendo prefeituras, câmaras municipais e outras entidades. As soluções abrangem áreas como administração, arrecadação, contabilidade, recursos humanos, educação, saúde e assistência social. A empresa tem como propósito melhorar a qualidade de vida da sociedade.

Site: www.elotech.com.br