UE deve reabrir mercado de aves e mel do Brasil

Após uma auditoria favorável, o Brasil espera recuperar o acesso do frango e do mel ao mercado europeu. A decisão depende de etapas regulatórias da União Europeia, com discussão prevista para 20 e 21 de outubro.
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Ministro da Agricultura espera retomada das exportações após auditoria europeia aprovar os controles sanitários brasileiros.

A União Europeia deve avançar na liberação das exportações brasileiras de carne de aves e mel. A expectativa foi manifestada pelo ministro da Agricultura, André de Paula, depois que uma auditoria europeia considerou satisfatórios os controles sanitários adotados pelo Brasil.

O próximo passo está previsto para os dias 20 e 21 de outubro, quando o Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia, conhecido como Scopaff, deverá discutir o relatório da auditoria.

O ministro considera que faltam etapas administrativas para a retomada. Entretanto, a avaliação técnica favorável não representa, por si só, a autorização definitiva para voltar a exportar.

Por que as vendas foram suspensas?

A União Europeia suspendeu, em setembro, a entrada de diferentes produtos de origem animal brasileiros por questões relacionadas às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção.

Essas substâncias podem ser utilizadas no tratamento de doenças, mas o bloco europeu proíbe determinados usos para estimular o crescimento ou melhorar o rendimento dos animais.

Para avaliar a situação brasileira, técnicos europeus realizaram uma auditoria entre 24 de agosto e 4 de setembro, com visitas a estabelecimentos e órgãos de fiscalização.

O relatório, publicado em 28 de setembro, concluiu que a legislação, os procedimentos e os controles oficiais brasileiros oferecem as garantias exigidas para as cadeias de aves e mel.

O que a reabertura pode representar?

A retomada poderá devolver aos produtores brasileiros o acesso a um importante mercado internacional, ampliando as oportunidades de venda para frigoríficos, exportadores e produtores de mel.

Na avicultura, a possibilidade de voltar a vender para compradores europeus pode contribuir para diversificar os destinos da produção. Para o mel, a reabertura representa mais uma alternativa comercial para empresas e apicultores.

O impacto econômico dependerá, porém, da decisão europeia, das condições para a retomada e da concretização de novos contratos.

E as outras carnes?

A avaliação favorável da auditoria não libera automaticamente as exportações de carne bovina, suína, pescados ou outros produtos atingidos pelas restrições.

Cada cadeia pode depender de avaliações e procedimentos específicos. Por isso, o resultado referente às aves e ao mel não deve ser interpretado como uma liberação geral das exportações brasileiras de origem animal para a União Europeia.

A reunião prevista para a próxima semana será uma etapa importante para esclarecer os próximos passos, mas a retomada efetiva dependerá da formalização das medidas pelas autoridades europeias.