Vacina brasileira contra a malária recebe autorização para testes em humanos

Desenvolvido pela UFMG, imunizante será avaliado inicialmente em 48 voluntários de 18 a 59 anos; estudo vai analisar a segurança e a resposta imunológica.
© Alex Pazuello/Secom
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, vacina desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para prevenir a malária causada pelo parasita Plasmodium vivax.

A primeira fase dos ensaios clínicos contará com 48 voluntários de 18 a 59 anos que não tiveram infecção prévia. O estudo vai avaliar a segurança do imunizante, possíveis reações à aplicação e a resposta imunológica dos participantes. O acompanhamento está previsto para durar 360 dias.

Segundo o Ministério da Saúde, a pesquisa tem previsão de receber R$ 12 milhões para a realização de ensaios clínicos das fases I, II e III.

Vacina tem como alvo parasita predominante no Brasil

O Plasmodium vivax é responsável pela maioria dos casos de malária registrados no Brasil. As duas vacinas contra a doença atualmente recomendadas por autoridades sanitárias foram desenvolvidas para combater o Plasmodium falciparum, espécie predominante na África.

De acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou 118.037 casos de malária em 2025.

Transmissão da doença

A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos do gênero Anopheles, conhecidos como mosquito-prego. A infecção é causada por parasitas do gênero Plasmodium e não ocorre diretamente entre pessoas.

No Brasil, a maior parte dos casos está concentrada na região amazônica, que inclui Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Nas demais unidades federativas, chamadas de região extra-amazônica, há menos notificações. Segundo o Ministério da Saúde, porém, a letalidade da doença é maior nessas áreas.