Na noite deste sábado (3), Deltan Dallagnol (Novo) reagiu ao indeferimento de sua candidatura ao Senado pelo Paraná e afirmou que sua equipe jurídica já trabalha para recorrer da decisão. Em vídeo publicado nas redes sociais, o candidato questionou a decisão individual atribuída ao ministro Floriano Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e disse confiar na reversão da medida.
Dallagnol afirmou que recebeu a notícia poucas horas antes da eleição e questionou o fato de o indeferimento ter sido decidido individualmente. Segundo o candidato, a questão deveria ser analisada pelo plenário do TSE.
Durante a gravação, Dallagnol também mencionou uma decisão anterior do mesmo ministro sobre seu processo. Ele afirmou que, dois dias antes, Floriano Marques havia tomado uma decisão que, na interpretação do candidato, considerava a livre manifestação da vontade dos eleitores. Dallagnol questionou o que teria levado à mudança de entendimento.
O candidato citou ainda pesquisas eleitorais e levantou a possibilidade de que a decisão tivesse relação com supostas pressões do PT e do ministro Alexandre de Moraes. As afirmações foram feitas por Dallagnol durante o vídeo.
“Essa história não acabou”, declarou o candidato, ao afirmar que seus advogados estão trabalhando para tentar reverter a decisão.
Dallagnol também disse que seu nome e o número 300 permanecem na urna eletrônica. Ele pediu aos apoiadores que acompanhem seus canais nas redes sociais e afirmou que sua equipe jurídica confia na reversão do indeferimento.
A campanha de Dallagnol também divulgou uma manifestação sobre o caso. No texto, classificou a decisão individual do ministro como contrária a um entendimento anterior relacionado ao processo e afirmou que o indeferimento ocorreu na véspera da eleição.
Segundo a campanha, dois dias antes da decisão deste sábado, o ministro havia negado um pedido da coligação do PT para anular os votos de Dallagnol, diante da ausência de julgamento da candidatura pelo plenário do TSE. A equipe de Dallagnol sustenta que a nova decisão contradiz esse entendimento anterior.
Na manifestação, a campanha reproduziu questionamentos feitos pelo candidato sobre uma possível mudança de posição e voltou a mencionar pesquisas eleitorais e supostas pressões políticas. As alegações são apresentadas pela campanha e por Dallagnol como questionamentos sobre a decisão.
A equipe informou ainda que os advogados estão adotando as medidas cabíveis para tentar reverter o indeferimento e afirmou confiar no resultado dos recursos.
Mesmo após a decisão, a campanha reforçou que o nome de Dallagnol e o número 300 permanecem na urna. O candidato, por sua vez, pediu que os eleitores acompanhem os próximos passos do processo e afirmou que pretende continuar recorrendo da decisão.













