Maringá — A Secretaria de Mobilidade Urbana de Maringá iniciou um amplo processo de padronização nos limites de velocidade das vias urbanas. Em entrevista ao jornalista Ronaldo Nezo no podcast Ponto a Ponto, o secretário Luciano Brito explicou que o objetivo é eliminar alternâncias bruscas de velocidade em trechos curtos, acabando com a sensação de insegurança e as reclamações de motoristas sobre possíveis “pegadinhas”.
“Praticamente todas as vias urbanas estão sendo padronizadas em 50 km/h para termos previsibilidade”, afirmou Brito. As exceções são o Contorno Sul (Avenida Sincler Sambatti) e a Avenida Colombo, que mantêm o limite de 60 km/h por serem eixos rodoviários de escoamento e tráfego pesado.
Faixas elevadas em áreas hospitalares e escolares
Dentro do plano de engenharia de tráfego, a pasta está substituindo controladores eletrônicos de 40 km/h por faixas elevadas para travessia de pedestres em cinco locais estratégicos. A medida contempla pontos de grande circulação de pessoas em situação de vulnerabilidade física, como no Hospital Universitário (HU), na UPA Zona Sul, no Hospital do Câncer e nos colégios Unidade Polo e Campos Salles.
“Nesses locais, nós vamos retirar o redutor de 40 e colocar a faixa elevada”, garantiu o secretário. Brito frisou que a engenharia de tráfego foi calculada para que os condutores tenham tempo seguro de reação nos cruzamentos: “A 50 km/h você atravessa a via com segurança. Mas se o condutor estiver a 100 km/h na preferencial, não há tempo hábil de travessia para ninguém”.
O secretário pontuou que o excesso de velocidade é injustificável na rotina urbana do município, lembrando que “80% a 90% dos deslocamentos em Maringá ocorrem em um raio de até 8 a 10 quilômetros”.
Serviço
Assista ao episódio completo no canal do YouTube do Maringá Post.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio























