Maringá — Construir e manter uma carreira de quase quatro décadas na mesma empresa de comunicação exige mais do que vocação: demanda uma capacidade contínua de adaptação. Durante entrevista no podcast Ponto a Ponto, a jornalista Solange Riuzim compartilhou os bastidores de sua longevidade na televisão, destacando como precisou se reinventar diante de mudanças de linguagem, diretrizes editoriais e diferentes perfis de gestão.
Uma das principais transformações observadas por Solange ao longo dos anos foi a humanização do jornalismo de TV. Se no início de sua trajetória o formato exigia uma postura distante e engessada, com o tempo o meio abriu espaço para a demonstração autêntica de sentimentos.
Emoção ao vivo e o desafio das trocas de gestão
A comunicadora relembrou que, nos anos mais recentes de reportagem, permitiu-se emocionar no ar em matérias de forte apelo comunitário ou em resgates de animais, características que acabaram aproximando-a ainda mais dos telespectadores. Contudo, ela ressalta que o maior desafio da longevidade foi lidar com as constantes guinadas internas do meio corporativo.
“A minha capacidade de adaptação ao longo desses anos todos foi muito além do que eu mesma imaginava. As mudanças não são só de fases e de era do meio de comunicação como um todo. As mudanças também vêm muito com gestão. Muda o gestor, muda o processo. E a gente tinha, às vezes, gente querendo reinventar a roda. Sinceramente, acho que nesse ponto eu mereço um troféu.”
Solange destacou que o amor pela profissão e a disciplina diária foram os pilares para superar os momentos de incerteza e manter a relevância no vídeo por quase 40 anos.
Serviço
Assista ao episódio completo no canal do YouTube do Maringá Post.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio













