Maringá — A rotina de quem produz notícia na televisão passou por uma transformação radical nas últimas décadas. As grandes estruturas técnicas do passado deram lugar a formatos enxutos, impulsionados pela tecnologia digital e por novas exigências de mercado. Em participação no podcast Ponto a Ponto, a jornalista Solange Riuzim repassou as etapas dessa evolução que vivenciou ao longo de seus 37 anos de carreira no vídeo.
A comunicadora lembrou que, ao iniciar sua trajetória na televisão durante a década de 1980, as pautas externas eram executadas por equipes completas, formadas por repórter, cinegrafista, auxiliar técnico e motorista. Com o passar dos anos e a modernização dos equipamentos, o cenário mudou progressivamente.
A chegada da multifunção e a pressão
Solange relatou que, nos últimos anos de atuação na RPC, tornou-se comum o repórter assumir múltiplas tarefas em campo, desde a condução do veículo até a captação de imagens e entrevistas utilizando o próprio smartphone. Embora reconheça que a tecnologia trouxe agilidade, ela analisa com reserva o nível de pressão que o modelo impõe aos profissionais.
“Eu comecei com equipes de quatro pessoas dentro da televisão e depois terminei com situações em que eu tinha que sair sozinha, dirigir, filmar, entrevistar com celular, o que hoje é uma realidade. Mas essa transição e essas mudanças tão significativas claro que impactam. O corre hoje é muito também porque a gente enxugou muito as equipes. E o resultado disso é um corre maior, a multifunção traz uma pressão diferente.”
A repórter apontou que a capacidade de assimilar essas novas ferramentas foi fundamental para sua permanência prolongada no meio, mas destacou que o enxugamento das estruturas exige reflexão sobre a saúde física e mental dos comunicadores.
Serviço
Assista ao episódio completo no canal do YouTube do Maringá Post.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio













