Maringá — A rápida disseminação de informações nas redes sociais e a proliferação de conteúdos falsos trouxeram novos desafios para a relação entre os meios de comunicação e a sociedade. No podcast Ponto a Ponto, a jornalista Solange Riuzim fez uma defesa firme do jornalismo profissional, apontando que a perda de credibilidade percebida por parte do público decorre da confusão entre produções amadoras de internet e o trabalho feito por redações profissionais.
Com quase quatro décadas de atuação em televisão, a comunicadora ressaltou que a essência da profissão permanece ligada ao compromisso ético e à checagem rigorosa dos fatos antes de qualquer publicação, algo que contrapõe a dinâmica de distribuição das chamadas fake news.
O cuidado com a apuração e o respeito ao público
Para Solange, a busca apressada por engajamento ou por dar uma notícia em primeira mão não pode atropelar os ritos básicos de verificação das fontes. Ela defende que é preferível atrasar uma divulgação a correr o risco de espalhar dados incorretos ou prejudicar a reputação de terceiros.
“Essa perda de credibilidade que se fala é muito por conta das fake news que surgiram. Mas o que eu acho fundamental dizer é que essas fake news, com raras exceções, não são produzidas por jornalistas. O jornalismo sério checa antes, a gente confere, ‘checa e recheca’. Se você tem dúvida, não dá, dá depois. Não tem problema dar depois de todo mundo, mas dá a notícia depois de conferida.”
A jornalista enfatizou ainda que a apuração criteriosa é o único caminho para preservar a confiança do público e garantir que a comunicação cumpra seu papel social com responsabilidade.
Serviço
Assista ao episódio completo no canal do YouTube do Maringá Post.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio




















