Tamareiras de praça pública são retiradas e transplantadas para região do Eurogarden

Especialistas questionam os impactos sociais e ambientais da mudança, e moradores esperam que a revitalização da praça contribua para a segurança pública.
Tamareiras foram retiradas da Praça Vereador Oswaldo Vieira, na Vila Santo Antônio. Foto: Mari Parma/Maringá Post
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A Prefeitura de Maringá remanejou as palmeiras da espécie tamareira que estavam na Praça Vereador Oswaldo Vieira, na Vila Santo Antônio. As árvores serão plantadas em um terreno de propriedade do Município, na região do Eurogarden, onde será construído o Parque Português. Enquanto especialistas questionam os impactos sociais e ambientais da mudança, alguns moradores esperam que a revitalização da praça contribua para a segurança pública.

Segundo relatos de residentes, as árvores possuem aproximadamente 50 anos. Uma tamareira adulta pode alcançar valores de milhares de reais no mercado de paisagismo. Há exemplares adultos anunciados por R$ 9 mil, sem considerar os custos de transporte e transplante.

A bióloga Caroline Costa ressalta que os impactos da retirada ultrapassam a estética.

“Uma tamareira adulta representa anos de crescimento e já faz parte da infraestrutura verde daquele território. Ela contribui para o sombreamento, o conforto térmico, a paisagem urbana e a relação da comunidade com aquele espaço”.

Além disso, a pesquisadora afirma que questões sociais também impactam a decisão:

“E existe uma questão que precisamos fazer: quem perde esses benefícios quando essas árvores são retiradas? E quem passa a recebê-los? Em bairros que já enfrentam menor disponibilidade de áreas verdes e maior presença de concreto e asfalto, a arborização é qualidade ambiental e qualidade de vida”.

Moradores esperam revitalização

Em resposta ao Maringá Post, a Prefeitura de Maringá informou que as tamareiras da Praça Vereador Oswaldo Vieira foram remanejadas em razão das obras de revitalização do espaço.

Em entrevista ao portal, alguns moradores relataram que possuem esperança de que a revitalização contribua para a segurança na cidade.

Dona Lady é cabeleireira e trabalha em frente à praça. Ela afirma que o local não era apropriado para a população utilizar como praça e que a nova reforma reacende a esperança de o local ficar mais seguro.

Seu Valter, também morador, afirmou que não se afeta tanto com a remoção das árvores, desde que a praça seja revitalizada e fique mais segura.

O Município afirma que a intervenção atende a uma reivindicação dos moradores da região, que no ano passado solicitaram melhorias na praça.

No entanto, alguns moradores que preferiram não se identificar disseram não entender o motivo de as sibipirunas também não terem sido removidas. Segundo eles, as árvores não estariam em boas condições.

A Prefeitura esclarece que a sibipiruna é uma espécie arbórea cuja indicação de poda ou remoção depende de avaliação e laudo técnico. Em alguns exemplares existentes no local, as intervenções necessárias já foram realizadas, conforme orientação técnica.

O Município acrescenta que as tamareiras são plantas ornamentais e foram transplantadas para outro local do município em decorrência da revitalização da praça, que prevê uma nova organização dos espaços, buscando proporcionar melhores condições de ventilação, circulação e funcionalidade da área.

O Maringá Post questionou a Prefeitura sobre quanto foi gasto no transporte das tamareiras. Até o fechamento desta reportagem, o Município não havia respondido aos questionamentos.