Maringá prevê construção de casas para pessoas em situação de rua nos próximos dois anos

Iniciativa está prevista no Plano Municipal de Atendimento da População em Situação de Rua 2026-2028, elaborado pelo CIAMP-Rua e aprovado por unanimidade de votos. Plano foi sancionado e publicado no Diário Oficial da cidade. Prefeitura diz que iniciativa está 'em fase de planejamento e estruturação'
Imagem Ilustrativa | Foto: Arquivo/Agência Brasil
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Conteúdo atualizado às 10h35 do dia 31/07/2026

O Plano de Atendimento da População em Situação de Rua prevê que o município construa e destine até 3% das unidades habitacionais oriundas de recursos públicos para pessoas que vivem nas ruas de Maringá até 2028. Esta é uma das metas previstas no documento, sancionado e publicado no Diário Oficial de Maringá da última terça-feira (28).

O Plano, que prevê ações de intervenção para a população em situação de rua, tem metas previstas para serem cumpridas até o ano de 2028. Ele pode ser lido na íntegra neste link. A condução do Plano é feita pelo Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Municipal para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua), conselho criado em 2021 e que reúne membros do poder público, sociedade civil e entes não governamentais.

Divididas em oito eixos, as ações para a população de rua contemplam intervenções em áreas como a Saúde, Educação, Assistência Social e afins. Na questão da Habitação, o programa coloca como meta que o município destine até 3% das Unidades Habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida para este público.

O programa de metas também estabelece o prazo para que essa medida saia do papel: até 2028, e indica a fonte dos recursos que, no caso, seriam provenientes do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Criado pelo Governo Federal e gerido pela Caixa Econômica, desde 2001, o FAR é de uso exclusivo para investimentos em moradia para famílias de baixa renda. Na prática, até 500 moradias podem ser construídas com este recurso, com pelo menos 15 destinadas para pessoas em situação de rua.

Atualmente, Maringá tem 981 pessoas em situação de rua. As informações foram extraídas de um cruzamento de dados da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) e do CadÚnico do Governo Federal e estão presentes no Plano de Ação. A rede de acolhimento da cidade, por outro lado, tem 220 vagas.

Procurado pelo Maringá Post, o CIAMP informou que todas as ações do Plano foram aprovadas por unanimidade de votos, incluindo dos membros governamentais. Para a reportagem, a Prefeitura de Maringá afirmou que a ação específica da construção de moradias “será desenvolvida de forma articulada entre as secretarias envolvidas, conforme os critérios e a disponibilidade do programa”. Conforme o Executivo, “a iniciativa está em fase de planejamento e estruturação das ações necessárias para sua implementação”.