Estreia, no dia 04 de agosto, o documentário “O que se compra, o que se vive: Narrativa das Feiras de Maringá”. A exibição ocorre às 09h, no Centro de Ação Cultural Márcia Costa (CAC). A classificação é livre e a entrada é gratuita.
O documentário
Em aproximadamente 15 minutos de duração, o filme aborda cores, aromas e sabores do comércio a céu aberto. Além disso, explica conceitos, histórias e conexões narradas pelos próprios clientes e feirantes.
Processo de criação
O projeto entrevistou mais de quinze feirantes, desde os mais tradicionais aos inovadores, além de fregueses de diferentes personalidades. O principal objetivo é explicar o cotidiano e a realidade das feiras sob o olhar da cultura e consumo. Entre os principais tópicos, estão a relação com o pastel, protagonismo femilinino, raízes do passado e perspectivas do futuro dos estabelecimentos.
As pesquisadoras Mari Parma, Thamlym Luiza e Melissa Sperandio visitaram mais de 20 feiras, e conheceram a história de mais de 15 clientes e feirantes por aproximadamente três meses.

Thamylm Luiza atuou na pesquisa e no roteiro do projeto, e gostou muito de ouvir os feirantes
“Descobrir esse universo mesmo que está tão distante do formato de trabalho que eu vivo hoje, que tem mais a ver com o digital, comunicação, jornalismo, etc. E, no geral, eu gosto de descobrir formas diferentes de se viver e de se trabalhar. E os feirantes são muito inspiradores”.
Melissa Sperandio, proponente do projeto, ressalta que registrar as feiras é, de certa forma, preservar parte da memória coletiva de Maringá.
“Espera-se valorizar as feiras como patrimônios afetivos e culturais, dar visibilidade aos feirantes e frequentadores, fortalecer o reconhecimento público desses espaços e contribuir para a preservação de suas histórias e saberes. O projeto também pretende ampliar o olhar da população sobre as feiras, destacando seu papel na construção da identidade maringaense”.
Pesquisa acadêmica em forma de filme

Pesquisadora em cultura e consumo, Sperandio buscou explicar conceitos de sua área de pesquisa através do curta.
Entre as reflexões, estavam a mudança da visão da feira ao decorrer dos anos, os objetivos e as possíveis perspectivas de futuro sobre o comércio a céu aberto. No início, estes conceitos seriam abordados através da narração. No entanto, após reuniões, a equipe decidiu citar os assuntos por meio da fala dos próprios feirantes.
Assim, em uma abordagem poética, vendedores e fregueses apresentam contextos e evidências na cultura e consumo.
Guilherme Bahls, diretor do documentário, afirmou que estudar o comportamento do consumidor foi uma experiência muito interessante.
“A gente tinha umas questões assim, ‘a feira tá acabando, como é que a feira continua, quais são os produtos que são vendidos, se teve alguma adaptação nesses produtos’. E conforme a colhe as informações, a gente vê que sim, a ideia que eu tinha é que a feira estaria acabando. Mas ela tá se transformando”.
Além do dia 4 de agosto, o projeto terá mais exibições:
Mais informações sobre o projeto, datas de exibição e objetivos do projeto estão disponíveis no perfil do Instagram.
Ficha técnica
Direção: Guilherme Bahls
Assistente de Direção: Beatriz Vida
Produção: Melissa Sperandio
Assistente de Produção: Lucas Zago
Roteiro e Pesquisa: Melissa Sperandio
Roteiro e Pesquisa: Mariana Parma
Roteiro e Pesquisa: Thamlym Okuma
Direção de Fotografia: André Renato
Direção de Arte: Josy Champion
Making Off: Vinícius de Brito
Operador de Câmera: Bruno Donato
Color Grading: Bruno Donato
Montagem, Edição e Legendagem: Guilherme Bahls
Izabela Bombo Gonçalves: Designer Gráfico
Victor Duarte Faria: Assessoria de Imprensa
Salut Captions: Libras


















