Maringá registrou mais de 1.400 denúncias de mau cheiro nos últimos quatro anos

O dado foi levantado pela Comissão de Estudos da Câmara de Maringá que investiga a origem do mau odor. Mais de 90% das denúncias se concentram na zona norte da cidade.
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Foto: Reprodução / Menu Turístico
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Mais de 1.400 denúncias sobre casos de mau cheiro foram registradas em Maringá nos últimos quatro anos. O dado foi levantado pela Comissão de Estduso da Câmara de Maringá que analisa o caso. Nesta quarta-feira (22), os vereadores se reuniram com representantes do escritório regional do Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná.

Participaram do encontro o presidente da comissão, vereador Diogo Altamir, e os membros Angelo Salgueiro, Pastor Sandro e Daniel Malvezzi. Pelo IAT, estiveram presentes o chefe do Escritório Regional de Maringá, Antonio Carlos Cavalheiro Moreto, além dos engenheiros Clóvis da Silva Lopes e Fernanda Manosso da Rocha.

Durante a reunião, foram discutidos os protocolos registrados pela população por meio do canal 156 da Prefeitura de Maringá. Segundo a comissão, mais de 90% de todas as denúncias realizadas nos últimos quatro anos se concentram em bairros da zona norte da cidade.

Para o presidente da comissão, vereador Diogo Altamir, o encontro com o IAT foi positivo e representa um avanço na busca por soluções.

“Foi uma reunião muito significativa, foi muito legal ter essa participação. Eles foram bem compromissados com a gente para trazer resultados realmente para o nosso princípio, que é buscar soluções para esse problema”, afirmou.

Segundo Diogo, o IAT demonstrou conhecimento sobre a situação e explicou que as fiscalizações vêm sendo realizadas dentro das competências do órgão. O vereador destacou, porém, que a solução depende de uma atuação conjunta entre os órgãos responsáveis.

“Eles estão fiscalizando essas empresas, mas precisam de um conjunto de ações junto com o município, por meio do IAM, junto com o IAT, que são órgãos de competência, e junto com a nossa comissão. A gente vai fazer esse trabalho nessas três partes para tentar solucionar e dar respostas para esse problema o mais rápido possível”, disse.

Durante a reunião, os representantes do IAT explicaram que o órgão acompanha a situação conforme suas atribuições legais. Também foi destacado que muitas atividades industriais estão localizadas próximas a áreas urbanas já consolidadas e que os empreendimentos são licenciados conforme a legislação ambiental vigente.

O Instituto informou ainda que as fiscalizações são direcionadas principalmente ao monitoramento de emissões atmosféricas e efluentes líquidos. Quando são identificadas irregularidades em relação às condições estabelecidas no licenciamento ambiental, podem ser aplicadas medidas como notificações e autuações.

A comissão também questionou a integração entre o IAT e o Instituto Ambiental de Maringá (IAM), já que grande parte das reclamações chega por meio da Ouvidoria Municipal, pelo canal 156. Conforme informado pelo IAT, existe um termo de cooperação entre os órgãos, permitindo ações conjuntas de fiscalização.