Mercado de bem-estar avança no país, mas esbarra em falta de investimento preventivo, diz especialista

O mercado de wellness (bem-estar) cresce rapidamente no mundo, impulsionado pela busca por qualidade de vida e longevidade. Segundo o médico Luiz Eduardo Bersani Amado, entrevistado no podcast Ponto a Ponto, do Maringá Post, o Brasil ainda investe pouco em prevenção: enquanto países desenvolvidos destinam cerca de 20% do orçamento pessoal ao bem-estar, os brasileiros investem apenas 1%. Ele destaca que a medicina do estilo de vida, com foco em prevenção, acompanhamento contínuo e soluções integradas, vem ganhando espaço, especialmente entre os jovens, que impulsionam mudanças nos hábitos de saúde e no próprio setor médico.
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Maringá — O mercado global de wellness (bem-estar) consolidou-se como um dos setores econômicos mais dinâmicos da atualidade. Impulsionado pela busca por longevidade ativa, o segmento movimenta bilhões ao redor do mundo. No Brasil, contudo, o setor enfrenta um paradoxo cultural: o país registra um grande potencial de consumo, mas a população ainda investe recursos de forma tardia, priorizando o tratamento da doença em vez de destinar o orçamento para a manutenção precoce da saúde.

 

O panorama foi detalhado pelo médico Luiz Eduardo Bersani Amado, máster franqueado da MedInfuse no Paraná. Em entrevista ao jornalista Ronaldo Nezo no podcast Ponto a Ponto, do portal Maringá Post, o especialista destacou que, enquanto em países desenvolvidos a média de investimento pessoal em wellness gira em torno de 20% do orçamento, no mercado brasileiro o índice não passa de 1%.

 

“É um mercado com um espaço de crescimento e melhoria gigantesco. As pessoas estão começando a entender que o novo luxo é estar bem fisicamente, psicologicamente e performando em alto nível no trabalho”, avalia Eduardo Amado. 

 

De acordo com o médico, a expansão de clínicas voltadas à medicina do estilo de vida reflete uma mudança de comportamento do consumidor moderno, que busca soluções integradas — como dietas personalizadas, modulação hormonal e suplementações injetáveis endovenosas — em vez de intervenções isoladas.

 

O especialista aponta que a consolidação desse mercado no Brasil também é impulsionada por uma renovação geracional, com jovens liderando a busca por hábitos saudáveis e forçando a própria indústria médica a se reinventar. 

 

“A medicina focada apenas em remediar crises e realizar consultas a cada três meses gera pouco resultado e não atende mais o que o público exige. O mercado de wellness cresce porque entrega acompanhamento próximo, previsibilidade e, acima de tudo, autonomia para o futuro”, conclui.

 

Serviço

A entrevista com o médico Eduardo Amado sobre o crescimento do mercado de bem-estar, o uso de suplementações avançadas e os rumos da medicina preventiva está disponível no YouTube. Assista ao episódio completo do podcast Ponto a Ponto no canal do Maringá Post.