Mateus: Enfim chegamos aos momentos decisivos da Copa do Mundo 2026. Depois de tantas histórias de superação, zebras, goleadas e jogos acirrados. Nesta edição, deu a lógica, os quatro melhores colocados no Ranking da Fifa estão nas semifinais da Copa, são eles: França (1º lugar), Argentina (2º lugar), Espanha (3º lugar) e Inglaterra (4º lugar).
Cada equipe chegou até as semifinais com seu jeito próprio de jogar e trilhando caminhos diferentes. Por exemplo, a França privilegia os talentos de Mbappé, Dembélé e Olise para construir um bom jogo coletivo. Já a Inglaterra de Thomas Tuchel deixou nomes como Trent Alexander-Arnold, Phil Foden e Cole Palmer para pensar nos encaixes coletivos da seleção inglesa.

Porém todas estas seleções têm algo em comum, os seus protagonistas estão fazendo uma grande Copa do Mundo. A Argentina tem Messi quebrando recordes atrás de recordes, enquanto Julian Alvarez seu companheiro de ataque marcou um golaço que garantiu a classificação da Albiceleste para a semifinal.
Pedro: Com exceção da Espanha, vemos esse padrão se repetir claramente. A Argentina faz uma copa truncada, mas Messi sempre está lá nos momentos em que a seleção mais precisa. Com participação direta em gols em todos os jogos dos Hermanos, o craque só passou em branco uma vez na Copa, justamente na última partida, contra a Suíça, em que La Pulga ainda anotou uma assistência.
Da mesma forma, a Inglaterra, que vê em Harry Kane e Jude Bellingham, seus principais nomes, dentro e fora da seleção. A única partida em que nenhum dos dois marcou, foi no empate sem gols contra Gana.
Desde então no mata-mata, Kane virou o jogo para os ingleses contra o Congo, ambos marcaram contra o México, no Azteca e Bellingham deixou dois na vitória das quartas de final, contra a Noruega.
Mateus: Já a França, talvez seja a grande favorita para levar o título mundial para casa. A seleção francesa é comandada por Didier Deschamps desde 2012, e conta com grandes nomes estrelados do futebol mundial do ataque composto pelo trio Ousmane Dembélé, Kyllian Mbappé e Michael Olise. Até a defesa com Jules Kounde, Dayot Upamecano e William Saliba. Sem contar na jovem promessa do PSG, Désiré Doué, que assumiu a vaga de titular durante a competição.

Pedro: Dos 16 gols marcados pela seleção francesa, apenas 1 não teve interferência direta de um dos quatro craques. Este único, foi o segundo do confronto contra Senegal, ainda na estreia dos franceses na Copa.
Quem marcou na ocasião foi Bradley Barcola, que disputa posição justamente com Doué, mais uma jóia preciosa do futebol francês, que tem sido uma espécie de 12° jogador na campanha.
Não podemos reclamar que o protagonista do Brasil se omitiu esse ano. Vinicius Junior foi provavelmente o melhor jogador brasileiro na Copa. Também não sei se faltou companhia a altura, o principal problema na eliminação na nossa opinião, foi a postura da Amarelinha, muito diferente da doação dos argentinos, que potencializam um veterano Lionel Messi e longe da coletividade espanhola.
Mateus: O grande protagonista da Espanha, o adolescente e promissor, Lamine Yamal, ainda não conseguiu demonstrar todo o seu futebol por conta de uma lesão ao final da temporada europeia. Ainda assim, vejo o meio-campista Rodri como o grande nome da Espanha de Luís De La Fuente. Poucos conseguem ditar o ritmo da partida, cadenciar ou acelerar com passes em progressão como o Melhor do Mundo em 2024 (ainda que muito contestado, principalmente por nós brasileiros).

Com isso, vejo a Espanha podendo atrapalhar a França justamente por seu futebol com muita imposição por meio da posse de bola ser a antítese do jogo Francês. Porém, ainda sigo com a França favorita para passar de fase. Ainda vejo um jogo muito equilibrado assim como foi na Nations League em 2025 e na Eurocopa de 2024.
Pedro: Seria muito interessante ver uma redenção do Lamine nessas semis. A maior jóia do futebol mundial faz uma Copa decepcionante até aqui, acho que por causa das múltiplas lesões musculares ao longo da temporada. O duelo deve ser duro com o lateral francês Lucas Digne e obviamente, as dobras na marcação.
O que deve se destacar é que a Espanha sofre muito pouco durante as partidas. Nos seis jogos da Copa, a seleção só tomou um gol e justamente por esse “domínio” da posse que os espanhóis tanto gostam.
Apesar disso, acho que não vai dar para a Espanha também. Aposto no talento francês para ser o primeiro finalista desta edição de Copa do Mundo.
Mateus: Por outro lado, a Inglaterra chega mais inteira para a semifinal, confiante e crescendo jogo a jogo, os ingleses podem dificultar demais para a atual campeã do mundo. Sabem como pressionar o adversário no campo ofensivo e recompor rapidamente. A grande estratégia é anular o meio-campo argentino e apostar em jogadas laterais de Bukayo Saka e Anthony Gordon para as estrelas Harry Kane e Jude Bellingham.
Enquanto isso, a Argentina chega exausta por conta dos confrontos que foram até a prorrogação na fase 16 avos de final contra Cabo Verde e nas quartas de final contra a Suíça. Argentina tem um fator único, Lionel Messi, aos 39 anos, o jogador segue sendo o principal motor que faz a Scaloneta ser tão letal para seus adversários. Além disso, tem um grande contexto histórico para o confronto, e não é a toa que os hermanos cantam “Por Maldivas, por el Diego e por la última de Leo”.

Pedro: A Copa é dos protagonistas do futebol mundial e o protagonista do futebol no século é Lionel Messi. Independente dos adversários e da dificuldade que a Argentina passou até chegar as semifinais, é impossível subestimar o poder de decisão desse jogador e principalmente a doação de seus companheiros na “última dança” do craque.
Vejo o favoritismo para o lado inglês, pela reunião de nomes mais estrelados, de ligas mais competitivas, mas é fato que o caminho da Inglaterra não foi assim tão difícil. Congo, México e Noruega, assim como a Argentina, nenhuma no top10 do ranking inicial da FIFA de seleções mais fortes, nem tradicionais, e o England Team também sofreu. É promessa de mais uma guerra em campo.






