Tese de defesa de Cris Lauer aponta parecer do Ministério Público como trunfo para tentar anular cassação

A defesa da ex-vereadora agora aguarda a análise dos recursos pelo Tribunal de Justiça do Paraná. O resultado vai definir se Cris Lauer recupera os direitos políticos ou se permanece inelegível pelo prazo de 11 anos.
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A estratégia jurídica para tentar reverter a cassação do mandato de Cris Lauer ganhou um novo argumento. Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, do jornal Maringá Post, a ex-vereadora declarou que sua defesa aposta em um posicionamento do próprio Ministério Público do Paraná (MP-PR) para contestar a decisão da Câmara Municipal. Segundo ela, a promotoria local identificou falhas no rito conduzido pelos vereadores e recorreu ao Tribunal de Justiça.

Em agosto de 2025, o plenário do legislativo aprovou a perda do mandato de Lauer. Ela havia sido a parlamentar mais votada da história da cidade, com 7.531 votos. A acusação apontou quebra de decoro pelo suposto uso de um servidor comissionado em causas jurídicas particulares. A ex-parlamentar nega as irregularidades e sustenta que o processo teve motivação política.

A versão da ex-vereadora sobre o papel da Promotoria

Na conversa com o jornalista Ronaldo Nezo, Cris Lauer afirmou que um promotor de Justiça de Maringá emitiu um parecer favorável à nulidade do julgamento feito pela Câmara. De acordo com o relato da ex-parlamentar, o documento do Ministério Público aponta a existência de falhas formais na condução da investigação dos vereadores.

“Estamos recorrendo no Tribunal de Justiça fundamentados em um parecer da própria promotoria que pede a anulação do processo de cassação. O próprio promotor não se conformou com a decisão do juiz local e resolveu recorrer”, afirmou a ex-parlamentar.

A entrevistada explicou que o juiz de primeira instância em Maringá não aceitou o pedido inicial para suspender a cassação. Foi nesse momento que, segundo a versão de Lauer, o representante do Ministério Público decidiu interpor um novo recurso. Na avaliação da ex-vereadora, o movimento do órgão reforça a tese de que seus direitos políticos foram retirados sem base legal.

O argumento sobre o horário de trabalho do servidor

A denúncia contra a ex-vereadora afirmava que seu chefe de gabinete trabalhava em processos privados dela durante o expediente na Câmara. No Ponto a Ponto, Lauer rebateu a acusação. Ela garantiu que o servidor prestava a assessoria jurídica estritamente fora das seis horas diárias do regime do legislativo.

A ex-parlamentar lembrou ainda que o funcionário explicou a separação das funções em depoimento formal. Para ela, o caso foi transformado em um pretexto político por adversários locais.

“A promotoria avaliou a situação desse mesmo advogado e arquivou o caso dele. Reconheceu que ele exercia a função de chefe de gabinete regularmente. No meu caso, a decisão foi política. Houve uma construção de anos para me tirar do cenário público”, alegou.

A defesa da ex-vereadora agora aguarda a análise dos recursos pelo Tribunal de Justiça do Paraná. O resultado vai definir se Cris Lauer recupera os direitos políticos ou se permanece inelegível pelo prazo de 11 anos.

Assista ao episódio completo

As revelações completas de Cris Lauer sobre os bastidores da Câmara e seus planos para disputar a Prefeitura de Maringá estão no ar.

O vídeo tem a produção técnica de áudio e imagem assinada pelo VMark Estúdio.