Um dos pontos mais sensíveis para o público que frequenta grandes eventos é o custo do consumo interno. Para a Expoingá 2026, a Sociedade Rural de Maringá (SRM) adotou uma postura de enfrentamento aos preços considerados abusivos. Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, a apresentadora oficial da feira, Vanessa Vargas, revelou que a diretoria priorizou o acesso básico à hidratação e o tabelamento de itens de alto consumo para garantir que a experiência no parque seja “mais leve” para o orçamento das famílias.
A primeira grande mudança está na distribuição gratuita de água. Embora a legislação já preveja essa oferta, a SRM decidiu expandir a rede de atendimento. “Nós tínhamos dentro da Expoingá, mas eram coisas de quatro pontos de hidratação, que nós estamos passando para 40 pontos. Sim, é uma obrigação que a gente tinha que cumprir, mas a gente quis ir além. A gente quis fazer com que isso realmente estivesse acessível”, afirmou Vanessa.
Combate aos preços abusivos: “A água era comercializada a R$ 10”
Vanessa Vargas não poupou críticas aos valores praticados em edições anteriores e detalhou a “negociação complexa” feita com os barraqueiros e expositores deste ano. Segundo ela, a intenção é que o visitante tenha fôlego financeiro para aproveitar outras atrações do parque.
“Ano passado, eu comprei uma água com gás por R$ 11,00. Eu tinha pago R$ 10,00, tinha pedido uma água sem gás, e eu falei assim: ‘não, pode ser com gás’. Aí a pessoa falou: ‘então você tem que me dar R$ 1,00, porque a água com gás é R$ 11,00’”, relembrou.
Para 2026, a tabela de preços foi fixada em patamares mais baixos: R$ 5,00 a água, R$ 8,00 o refrigerante e R$ 10,00 a cerveja. “Se você economiza R$ 10,00, é um dinheiro que a família consegue — uma família de quatro pessoas, já dá quase R$ 40,00, R$ 50,00 só em água — comprar uma entrada para o parquinho, uma maçã do amor, um espetinho, um refri. Tornar essa experiência um pouco mais leve para as pessoas”, explicou a apresentadora.
Conexão emocional através do consumo
A política de preços populares está diretamente ligada ao objetivo da gestão de atrair o público maringaense de volta à feira. Vanessa argumenta que a Expoingá é um “patrimônio cultural imaterial” e que a barreira do custo não pode impedir a criação de memórias afetivas.
“Existem coisas que a gente não pode mudar, mas existem coisas que a gente deve trazer novidade. A gente quis muito trazer essa Expoingá mais próxima do público”, pontuou. Além da redução nos preços, a feira manterá o horário de portões abertos das 10h às 14h durante a semana, reforçando o convite para que a população utilize o parque como um espaço de convivência diária.
Para a diretoria, o sucesso da edição de 2026 será medido não apenas pelo volume de negócios, mas pela satisfação do visitante. “Nossa expectativa é que seja uma feira agradável, que as pessoas se sintam bem, que os produtos estejam em um valor que seja mais acessível e que as crianças se divirtam”, concluiu Vanessa.
Serviço
A entrevista completa com Vanessa Vargas, onde ela discute a modernização do parque via Naming Rights e a retomada da ecoterapia, está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio
