Répteis – quem são eles?

Répteis: quem são eles?

Os registros dos primeiros répteis datam de aproximadamente 300 milhões de anos atrás. Possuem 6000 espécies e estão melhor adaptados a vida em terra seca que os anfíbios. Das 23 ordens existentes naquela época, apenas 4 sobreviveram até hoje: CHELONIA (tartarugas, cágados e jabutis), CROCODYLIA (jacarés, aligatores e crocodilos), RHYNCHOCEPHALA (tuatara), e SQUAMATA (cobras e lagartos).

Características
Apresentam corpo coberto com pele seca e coriácea, geralmente com escamas ou escudos córneos, com poucas glândulas superficiais. A camada mais externa é substituída a medida que de desgasta (tartarugas e crocodilos) ou é mudada completamente (cobras e lagartos). O esqueleto é completamente ossificado. A boca é provida de dentes, exceto nos quelônios (tartarugas, cágados e jabutis), que apresentam bico córneo. Os lagartos se locomovem sobre quatro patas, enquanto que as serpentes deslocam-se através de ondulações do corpo e possuem largas escamas ventrais que auxiliam na aderência do terreno.

Os olhos possuem pálpebras que, nas serpentes, são transparentes e sólidas; portanto não possuindo pálpebras. A audição é aguda, principalmente nos lagartos que ouvem sons transmitidos pelo ar, graças a abertura do ouvido externo. As serpentes ouvem através de ossos do crânio os quais transmitem vibrações do solo.

O olfato é realizado pelas narinas e pelo órgão de Jacobson (menos nos crocodilos), localizado no “céu” da boca (palato). Esse órgão detecta os odores levados a ele pela língua a medida que ela sai e entra na boca. O cérebro possui 12 pares de nervos cranianos. A fecundação é interna, geralmente por órgão copulador.

Os répteis são ectotérmicos ou pecilotérmicos pois não possuem a capacidade de gerar seu próprio calor corpóreo. Seu metabolismo está diretamente relacionado com a temperatura. Ao contrário dos homeotérmicos, a oscilação de temperatura durante o dia e a noite é importante, pois o animal depende dela para ajustar a sua temperatura corpórea ideal.

Manutenção em cativeiro
De uma maneira simplificada, os répteis necessitam de alguns fatores para que sua manutenção em cativeiro seja a melhor possível ou o mais próximo do natural, para que se evitem posteriores problemas (doenças).

A temperatura é fundamental para o bom funcionamento metabólico do animal. A umidade é essencial para as trocas de pele, manutenção da hidratação e regulação térmica. A luz é antes de mais nada, uma fonte energética primordial. Ela possibilita e desencadeia uma série de reações químicas no metabolismo de certos animais que, simplesmente, o tornam dependentes de determinados raios luminosos.. Uma das principais funções de certos raios luminosos é a fixação do cálcio nos ossos dos animais (raios ultravioletas do tipo B) e a manutenção da cor esverdeada em certos animais (raios ultravioletas do tipo A).

A alimentação que fornecemos aos répteis cativos, salvo raras exceções, são incompletas comparada com o rico suprimento alimentar exigido pelo animal. Dependendo da espécie, o “cardápio” pode variar desde uma flor até um outro réptil. É de suma importância que se conheça bem o animal a ser criado, para que se evitem erros de manejo… O espaço físico ou área interna do terrário (local de criação), é muito importante para evitar-se condições estressantes.

Este cálculo é difícil de se precisar, mas uma coisa é certa: quanto maior melhor!

Referências:
FRYE, F. L. Reptile care. An atlas of diseases and treatments. Neptune City, N.J. (USA): TFH Publications, USA, 1991. 656p.
MADER, D. Reptile medicine and surgery. St. Louis, Missouri: Saunders Elsevier, 1996. p.512.
MESSONNIER, S. P. Common Reptile Diseases and Treatment. Blackwell Science, USA, 1996. 174p.
O’MALLEY, B. Clinical anatomy and physiology of exotic species: structure and function of mammals, birds, reptiles and apmphibians. Edinburgh: Elsevier Saunders, 2005. 269 p.