Eu adotei um cão abandonado!

Eu adotei um cão abandonado!

“O cão Dino foi adotado no Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo. Esse cão, além de ser extremamente dócil, é muito inteligente (entre outras atividades de cunho artístico ou lúdico, ele canta, abre janelas, atende à campainha, sabe o nome de todos os brinquedos), forte e resistente às doenças, e também muito belo. Nunca fez nada de errado (já veio sabendo) e é sempre parado na rua devido à sua beleza ímpar. Restavam apenas 3 dias de vida para o cão Dino quando ele foi adotado. Agora, ele vive muito bem!” – Flávio Marchesin.

Adotei uma cachorra idosa através do site. Com certeza ela tem mais de 8 anos, tem catarata avançadíssima no olho direito e uma já caminhando no outro olho. Preta é super carinhosa, dócil e educada, só faz as necessidades na área de serviço. Não late, não avança na minha outra cachorra, adora passear, come muito bem, e, enfim, parece que sempre esteve comigo. Eu tenho um carinho “enoooooorme” por ela. Fico super feliz quando chego em casa. Quando ela percebe, vem correndo fazer a festa. Quando passeamos, eu solto a coleira e corremos juntas na praça. Incentivo a todos a não terem medo de adotar um cão adulto. Eles são carentes e cheios de amor para nos dar.” -Rosemeire Martins.

O aumento da população de cães de rua é assustador e parece ser um problema insolúvel. O destino de animais apreendidos pelos Centros de Zoonoses em muitas cidades brasileiras, a temida “carrocinha”, quase certo: o sacrifício. É cruel acabar com a vida de dezenas de cães adultos e filhotes diariamente, porém, os centros de zoonoses que os acolhem não têm condições de manter tantos cães, nem instalações apropriadas.

Em São Paulo e alguns outros estados, felizmente, é proibido sacrificar os animais sadios que forem capturados nas ruas. A medida tem um lado humano muito positivo, porém, um outro problema foi criado: os CCZs estão lotados e não podem mais receber animais, e portanto, deixam de retirá-los das ruas. O resultado disso é a população canina sem dono aumentando.

Muitas pessoas podem pensar: E qual o problema de deixar os animais nas ruas? Afinal, não fazem mal a ninguém… Animais abandonados, que não recebem vacinação antirrábica anual, podem se tornar transmissores da doença, e a raiva é INCURÁVEL, tanto para cães como para pessoas. O papel do Centro de Zoonoses é a manutenção da saúde pública.

Infelizmente, muitos cães sem dono ainda são sacrificados. Dino foi salvo da morte através da adoção. Preta, como inúmeros cães adultos e idosos, teria um triste fim caso não tivesse sido adotada. Mas nem todos têm essa grande sorte.

Não são apenas os Centros de Zoonoses que acolhem cães sem dono, as entidades protetoras os mantém, com muita dificuldade, às centenas. Campanhas de castração e orientação à população são iniciativas importantes para diminuir os nascimentos de cães que terão como destino a morte ou a vida num abrigo. Felizmente, cresce o número de pessoas que, como Flávio e Rosimeire, se sensibilizam com o problema e adotam animais abandonados. Ganham com isso grandes companheiros. É uma excelente opção para quem quer ter um cachorro, adotar um filhote, um adulto ou mesmo um velhinho.

Quem não pode adotar um animal, pode “apadrinhar” um ou mais cães sem dono. Procurando uma entidade protetora que abriga cães e gatos de rua, você poderá contribuir mensalmente na manutenção dos animais abrigados, com ração, medicamentos ou outras necessidades. Adote ou “apadrinhe” um animal abandonado!