Primeiros socorros para cães e gatos – Medidas Gerais

Primeiros socorros para cães e gatos – Medidas Gerais

O intuito deste guia é orientar o proprietário como agir em situações em que o socorro imediato ao animal se faz necessário. E disso, muitas vezes, irá depender a vida do animal até que o socorro veterinário seja possível. Aprenda como agir em casos como atropelamentos, convulsões, envenenamentos, picadas de cobra, etc..

Analise se o caso é de emergência ou urgência.

Emergência: requer medidas imediatas das quais a vida do animal irá depender. Exemplo: hemorragia, parada cardíaca e/ou respiratória, atropelamento, envenenamento, choque elétrico, afogamento, inalação de fumaça em incêndio, etc..

Urgência: são casos de menor gravidade, mas que devem ser socorridos a tempo para que o animal não tenha complicações mais graves. Exemplo: vômito ou diarreia intensos, piometra (infecção uterina nas cadelas), ausência de urina por mais de 24h, convulsão e outros.

Seja qual for o caso, procurar manter a calma. Em desespero, o proprietário pode cometer erros ou não conseguir colocar em prática uma medida simples, mas importante.

Sempre avalie se o animal entrou em estado de CHOQUE. Este estado significa um deficiente suprimento de sangue para os órgãos vitais, e pode ser fatal.

Os sintomas do estado de choque são:
– Temperatura do corpo baixa, principalmente nas extremidades como patas e orelhas
– Batimentos cardíacos acelerados
– Respiração acelerada
– Pode ou não haver perda da consciência
– Gengivas muito pálidas

O animal pode entrar em choque em casos de hemorragia grave, atropelamento, envenenamento, choque elétrico intenso, desidratação grave, queimaduras graves e outras situações de emergência.

O que fazer:
1. manter o animal deitado de lado
2. manter a cabeça e região do tronco mais baixos do que a parte traseira do corpo. Isso garantirá que o sangue chegue ao cérebro e coração.
3. aquecer o animal: enrole-o em um cobertor e coloque uma bolsa de água quente ou garrafa com água quente próximo ao animal, se for possível.
4. colocar a língua do animal para fora de um dos lados da boca, para garantir que a respiração não seja obstruída.
5. estancar qualquer hemorragia (ver conduta em casos de hemorragia)

Transporte ou movimente o animal delicadamente para evitar traumatismos maiores e evitar que ele sinta dores. Se possível, improvise uma maca com uma toalha grande ou cobertor. Procure auxílio veterinário o mais rápido possível. Para isso, tenha sempre à mão o telefone e endereço do hospital veterinário com plantão 24h mais próximo de sua localidade, ou de uma clínica veterinária bem equipada para atender emergências.

EMERGÊNCIAS:
Parada cardíaca e/ou pulmonar: podem ocorrer isoladas ou conjuntamente.
– Quando ocorre: em casos de animais que receberam forte choque ao morder fio elétrico, atropelamentos, quedas ou traumatismos graves, animais cardíacos, afogamentos, etc..
– Sinais: colocando a mão sobre o lado esquerdo do peito do animal, não há sinais de batimentos cardíacos e/ou observando o tórax do animal, não há movimentos respiratórios.

Massagem cardíaca

O que fazer:
Deve-se proceder a massagem cardíaca e respiração artificial dentro de, no máximo, 5 minutos. Deitar o animal sobre o lado direito.

Massagem cardíaca: o cão deve estar deitado sobre o lado direito. Coloque a palma da sua mão sobre o coração do animal. Faça uma pressão firme e rápida sobre a região e solte. Você deve pressionar rapidamente e soltar uma vez por segundo. No caso de cães muito pequenos ou gatos, usar as pontas dos dedos para pressionar o coração. Massagear por um minuto e observar se os batimentos cardíacos voltam.

Respiração Artificial

Respiração artificial: com a sua mão, feche a boca do animal segurando firmemente o focinho. Eleve a cabeça do animal e encoste sua boca no focinho dele (você pode usar um lenço fino para evitar o contato direto). Sopre para dentro das narinas até sentir que o peito do animal se eleva. Deite a cabeça do animal e pressione o peito dele delicadamente para que o ar saia. Em 1 minuto, repita o procedimento 8 a 10 vezes. Verifique se o animal volta a respirar. Continue a respiração artificial, caso ele ainda não esteja respirando.
Alterne o procedimento com outra pessoa quando você se cansar.

OBS: no caso de você ter que realizar conjuntamente a massagem cardíaca e respiração artificial, faça uma seqüência de 5 ou 6 pressões sobre o coração, intercaladas por uma respiração.

Continue realizando esse procedimento a caminho do veterinário, caso o animal ainda não tenha voltado a mostrar sinais respiratórios ou cardíacos. Se você não tiver acesso rápido a um veterinário e já realizou a ressuscitação por mais de 30 minutos, sem sucesso, dificilmente o animal sobreviverá.