Doenças em tartarugas – Distocia (dificuldade em colocar ovos)

Distocia

SEMPRE que um animal ficar doente, ele deve ser submetido à avaliação de um médico-veterinário. Desta forma, não será abordado aqui nem diagnóstico, fisiopatologia, muito menos terapêutica dos quelônios. Isso sempre deve ficar à competência do profissional. Destacamos algumas características de enfermidades que são comuns no cativeiro, para que o proprietário que possui um quelônio tenha discernimento para levar seu animal a uma consulta veterinária.

Distocia é a dificuldade de ovopositar, ou seja, colocar ovos. Os ovos dos quelônios podem ficar retidos por uma série de variáveis, entre elas, a deficiência de cálcio. Traumas, raquitismo na infância do animal com deformação do lobo posterior do plastrão (parte inferior do casco), e até mesmo ausência de locais propícios para a desova podem gerar a distocia. É comum em jabutis.

Não há um sinal clínico muito evidente: o animal fica apático, letárgico, inapetente, nos casos graves onde há fratura dos ovos no oviduto, há liberação de conteúdo de gema, sangue pela cloaca.

Quando há quebra dos ovos, as pontas podem perfurar o oviduto e causar séria salpingite (inflamação no oviduto) e celomite (inflamação do celoma) podendo resultar na morte do animal. É possível se palpar a região da fossa inguinal para sentir a presença de ovos no oviduto, mas isso deve ser feito de forma cuidadosa. Requer rápida internação do animal para avaliação radiográfica e estimulo às contrações e expulsão dos ovos. Se isto não funcionar, o animal deve ser submetido à cirurgia, com abertura de uma janela do plastrão para retirada dos ovos.

Esta é uma das enfermidades mais comumente observadas em cativeiro. Evidentemente, existe uma infinidade de outras doenças que acometem os quelônios. Qualquer perturbação da normalidade do animal deve ser esclarecida através de uma consulta com um médico-veterinário.