DNA de cães e gatos

DNA de cães e gatos

Quando falamos em DNA, logo nos vem à cabeça o famoso teste para a comprovação de paternidade. Poucos sabem que existem outras práticas importantes no estudo do DNA.

Uma das aplicações da tecnologia do DNA é um avançado método de diagnóstico e pesquisa das doenças que ocorrem nos animais de estimação. É um método com garantia de resultados seguros, sem problemas de falso-positivo ou negativo.

O teste é tão sensível que é possível o diagnóstico mesmo sem o animal apresentar os sintomas da doença. Patologias como cinomose, leptospirose, leishmaniose e parvovirose, entre outras, podem ser diagnosticadas em 48 horas, graças à análise de material genético.

Outro recente estudo que provocou uma grande euforia nos círculos científicos foi realizado no centro de pesquisa de Câncer Fred Hutchinson em Seattle, nos Estados Unidos. Foram colhidas amostras da mucosa da boca de cerca de 400 cães de raças diferentes e, comparando os respectivos DNAs, os pesquisadores concluíram que os cães de raça puros têm padrões genéticos distintos.

Sendo assim, agora é fácil saber se o animal pertence a uma nobre estirpe ou se não passa de um autêntico vira-lata. Um exame pode dizer com uma precisão de 99% de segurança a origem do animal.

A pesquisadora Elaina Ostrander, pioneira no estudo de genomas dos cachorros, publicou no dia 20 de maio de 2004, na revista Science, a sua pesquisa. O estudo classificou os cães em 4 grupos:
– Um grupo inclui Mastiffs, Buldogues e Pastores Alemães que para surpresa são parentes próximos de Bull Mastiffs, Rottweilers e Boxers.
– Outro grupo tem Collies, Sheltland, Sheepdogs, Grayhounds e São Bernardo.
– O terceiro maior grupo engloba cães de origem européia recente, como Terriers, Pointers e Retrievers.
– O quarto grupo que reúne os animais de raças mais antigas e de provável origem  comum na Ásia e África, traz Chow-chow, Huskies Siberians e Lhasa-Apso.

Fontes:
Revista Science
Pesquisa Fapesp 101 Julho 2004-10-02.
Genoa Veterinária diagnósticos