Primeiros Socorros para cães e gatos – vômito, diarreia e ataques

Primeiros Socorros para cães e gatos – vômito, diarreia e ataques

VÔMITOS E DIARREIAS
Vômitos e diarreias intensos não chegam a ser uma emergência veterinária, mas se o proprietário não tomar medidas urgentes, podem levar o animal à morte por desidratação.

Causas do VÔMITO:
– Dor abdominal intensa pode causar vômito no animal. Problemas renais, hepáticos, torções no intestino e estômago, por exemplo, causam vômitos. Intoxicações diversas: as mais comuns são por produtos inseticidas usados na casa (dedetizações), ou no animal (produtos anti-pulgas tóxicos)
– Doenças virais ou bacterianas: cinomose, parvovirose, infecção uterina
(piometra), etc..
– Tosse severa: o esforço constante em tossir pode causar vômitos.

Assim, o vômito pode ser atribuído a inúmeras causas, e não se pode ter um diagnóstico preciso da doença somente com este sinal clínico. O vômito caracteriza-se por uma substância incolor e espumosa constituída de suco gástrico. Às vezes, pode ter coloração amarelada por refluxo de bílis. O animal vomitando excessivamente corre o risco de desidratação, uma vez que ele não absorve a água necessária para a sua manutenção. Além disso, ocorre um desequilíbrio eletrolítico, pois o animal perde muito ácido. O cão torna-se fraco e apático. Deve-se corrigir a desidratação, caso ocorra, e o equilíbrio do organismo.

Causas da DIARREIA:
– Vermes Viroses (parvovirose, coronavirose, etc.)
– Intoxicações
-Estresse (mudanças de ambiente ou na rotina da casa)
– Mudanças alimentares bruscas

A diarreia é a perda de líquido através das fezes, que se tornam pastosas ou líquidas. Se for muito intensa (líquida e em grande quantidade), pode causar desidratação rápida. Mesmo que ele esteja bebendo líquidos, muitas vezes a perda é maior que a reposição, e uma desidratação leve, moderada ou grave se instala. Ocorre desequilíbrio eletrolítico, pois, através da diarreia, o organismo torna-se muito ácido. O animal fica muito apático, fraco, pode ter tremores pela dor abdominal causada por cólicas (fortes contrações intestinais para expulsar as fezes). Deve-se corrigir a desidratação, caso ocorra, e o equilíbrio do organismo.

O que fazer:
Verifique se o animal está desidratado: para isso puxe a pele do animal na lateral do abdômen ou um pouco abaixo do pescoço. Se a pele demorar a voltar, o cão está desidratado. Se a pele não voltar, a desidratação é grave e o animal pode estar correndo risco. Leve-o ao veterinário imediatamente.

No caso de vômitos e diarreia, leves ou graves, a primeira coisa a fazer é retirar a comida do animal. Um jejum de 24h é necessário. Enquanto estiver comendo, o animal continuará a ter vômito e/ou diarreia, e a perda de líquidos e o desequilíbrio do organismo irão se agravar. No caso de vômitos, retirar a água também, caso o animal beba e vomite.

O jejum é essencial para que o organismo possa se recuperar. Hidrate o animal: se não puder levar o cão ao veterinário, tente hidratá-lo com soro caseiro. Ofereça pequenas quantidades de soro várias vezes ao dia. Se isso causar vômitos, suspenda o soro. A hidratação por via oral não é eficaz no caso de desidratações graves. Consulte o veterinário antes de qualquer coisa, e faça a hidratação oral apenas se não conseguir contatar um profissional.

Soro caseiro:
– 200ml de água fervida ou filtrada (1 copo)
– 1 colher de sobremesa de açúcar
– 1 pitada de sal

ATAQUES EPILÉTICOS
O cão pode sofrer um ataque esporádico ou ter um histórico de epilepsia (ataques frequentes). Os ataques convulsivos assustam muito o proprietário inexperiente.

Como reconhecer o ataque:
O animal, normalmente, fica incoordenado, cai no chão e permanece deitado de lado em movimentos de pedalagem, como se estivesse tentando se levantar. Urinar e/ou defecar, involuntariamente, pode ocorrer durante o ataque. Pode haver ou não perda de consciência. O cão fica ofegante e aos poucos vai se acalmando. Muitos cães voltam ao normal em poucos minutos, outros ficam abatidos durante o dia todo, demonstrando cansaço.

O que fazer:
Observe o animal e evite que ele se machuque. Notifique o seu veterinário do ataque.
Procure observar quanto tempo durou a crise convulsiva. Se o animal é saudável e não sofre de problemas cardíacos graves, não há risco de vida. Aguarde o ataque passar. Se o ataque tiver uma duração muito longa (minutos), encaminhe o animal ao veterinário imediatamente. Após retornar à consciência e estando recuperado, o animal pode beber e comer normalmente.

Cães epiléticos não devem ter acesso a áreas com piscina. Durante um ataque o cão pode cair dentro dela e afogar-se. Animais que tem várias crises num mesmo dia devem ser encaminhados ao veterinário.

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