Cobaia ou porquinho da índia (Guinea Pig)

Cobaia ou Porquinho da Índia (Guinea Pig)

É um roedor muito dócil utilizado como animal de estimação, de laboratório ou como especiaria culinária em sua região de origem, as montanhas andinas. É vegetariano e depende da vitamina C em sua dieta. A cobaia, Cavia porcellus, possuem dentes que crescem de forma contínua e os problemas de supercrescimento são frequentemente observados nos premolares.

Cobaia ou porquinho da índia
Comportamento
Quando maduros possuem rígidos padrões de comportamentos ou hábitos, portanto qualquer mudança na dieta (sabor, odor, textura ou forma), água, comedouros ou bebedouros, podem fazer com que os animais parem de comer ou beber. Possuem muitas glândulas sebáceas localizadas na região genital e posterior de seu corpo, as quais são frequentemente utilizadas para a demarcação de territórios, por meio de compressão das mesmas sobre as superfícies.

Cuidados
Temos relatos de animais com até oito anos de idade, mas em ambiente doméstico, raramente ultrapassam os cinco anos de vida. Gaiolas ou caixas plásticas especiais para cobaias, podem ser adquiridas em lojas especializadas. A cama ou material que fica no fundo do alojamento, podem ser de cavacos de madeira, fibras de papel ou de outro elemento de origem vegetal. A temperatura para o alojamento varia entre 18 e 26 graus Celcius, com nível ideal de 21 graus Celcius. Como são muito brincalhões com os objetos contidos dentro da caixa, deve-se optar por comedouros e bebedouros externos (automáticos), evitando-se assim a contaminação da água ou alimentos com fezes ou urina dos animais.

Uma dica importante, é que sempre os bebedouros devem ser vistoriados quanto a defeitos na válvula, evitando-se assim que os animais fiquem sem água por um longo período durante o dia, também devem ser limpos e escovados periodicamente.


Alimentação
As rações comerciais de marca idônea são a melhor fonte alimentar para estes animais tão simpáticos e doces. Da mesma forma que os primatas, as cobaias não possuem a enzima L-gluconolactona oxidase, integrante da via metabólica, que leva a formação de vitamina C, a partir da glicose. Devido a este fato, faz-se necessário a adição diária desta vitamina para manutenção, e seis vezes a dose de manutenção durante a gestação.

Como boa fonte de vitamina C estão a laranja e a couve fornecidas diariamente. É bom salientar que a suplementação de rações peletizadas com frutas, vegetais e forragem, NÃO É RECOMENDADA, pois pode levar a distúrbios digestivos e contaminação bacteriana culminando em doenças. As cobaias não devem ser alimentadas com dietas indicadas para outras espécies. Alimento para coelho, por exemplo, não contém ácido ascórbico e, para cobaias, níveis excessivos de vitamina D.

Reprodução
As fêmeas atingem a puberdade entre a quinta e oitava semanas de vida e os machos ao redor da oitava semana. O período de prenhez da cobaia varia entre 59 e 72 dias, com média de 63 a 68 dias. O desmame dos filhotes é efetuado entre 14 e 28 dias, quando os filhotes pesam de 150 a 200 gramas.

Tanto os machos quanto as fêmeas, possuem um par de mamilos inguinais. As fêmeas amamentam ninhadas de três, quatro ou mais filhotes. As cobaias nascem com a pelagem completa, olhos abertos e dentição completa, apta à mastigação. Em poucas horas pós-parto, ensaiam os primeiros passos, alimentam-se e bebem. As preferências alimentares são estabelecidas dentro de poucos dias. A obtenção de filhotes por cesáreas é manobra de execução relativamente fácil em cobaias. Deve-se introduzir uma caixa de madeira para proteção dos filhotes, pois os adultos quando estão excitados, batem os pés no chão ou correm em círculos, e podem acabar pisoteando-os.

Doenças de cobaias com relevância para a saúde pública são raras. As cobaias podem ser portadoras de bactérias (tais como Bordetella sp, Salmonella sp, Yersinia pseudotuberculosis e Streptococcus sp ), que constituem-se patógenos em potencial para a espécie humana. A transferência destas infecções para o homem é, no entanto, fato raro.

Referências:
HARKNESS, J.; WAGNER, J. Biologia e Clínica de Coelhos e Roedores. Editora Roca, terceira edição, 1993. 238p.
HILLYER, E.; QUESENBERRY, K. Ferrets, rabbits, and rodents: clinical medicine and surgery. Philadelphia: W. B. Saunders company, 1997.