Animal morto – O que fazer com o animal após a morte?

Perder um animal de estimação é muito triste. Alguns morrem de velhice, outros morrem jovens, vítimas de viroses ou outras doenças. Além do choque, o proprietário se depara com um problema: o que fazer com o animal após a sua morte? Alguns enterram seus animais, outros os deixam nas clínicas veterinárias e há até aqueles que jogam seu amigão no lixo, em rios ou em terrenos vazios, o que é bem triste.

Essa última alternativa, além de ser um grande desrespeito ao animal que foi amigo e fiel durante a vida, gera um problema de saúde pública, pois nos grandes centros dezenas de animais morrem todos os dias, muitos deles com doenças que podem ser transmitidas ao homem.

Existem algumas alternativas para o problema:

1. Procurar uma clínica veterinária: o lixo gerado pelas clínicas é considerado lixo hospitalar. As prefeituras têm que recolher esse material e destiná-lo para a incineração ou para aterros sanitários. Isso inclui cadáveres de animais. Assim, deixando na clínica veterinária, o corpo do animal será encaminhado à prefeitura (Centro de Zoonoses) para ser incinerado (cremado) ou enterrado em aterros sanitários.

NOTA: o aterro sanitário não é a melhor opção para o destino de lixo ou cadáveres, uma vez que ele gera a contaminação do solo e dos lençóis de água subterrâneos (lençóis freáticos).

2. Cemitério de animais: em algumas cidades, existem cemitérios que abrigam animais. Esses locais devem ter permissão da prefeitura para o seu funcionamento, e devem seguir as exigências dos órgãos competentes (CETESB, Vigilância Sanitária e Centro de Zoonoses).

3. Crematórios: em alguns grandes centros como São Paulo, existem crematórios para animais. Neles, os corpos são cremados separadamente e as cinzas colocadas em urnas que podem ser deixadas no local ou levadas pelo proprietário do animal.

4. Enterrar por conta própria: você pode optar por enterrar seu animal em um terreno  ou num quintal de sua propriedade. Para isso, é preciso embalar o corpo num saco plástico resistente e fechar hermeticamente. Com isso, você estará contribuindo para a não contaminação do solo.

Afinal, qual o melhor destino para o seu amigão após a morte?

O que deve ser levado em conta, além da afetividade pelo animal e até princípios religiosos, é o bem estar e segurança da comunidade. Animais que morreram vítimas de doenças que podem ser transmitidas ao homem, como toxoplasmose, leptospirose, raiva, psitacose (em aves), etc., devem ser cremados, nunca jogados em rios ou enterrados em qualquer local. O cadáver desses animais é uma fonte de contaminação para o solo e lençóis freáticos.

Da mesma forma, animais que morreram de viroses transmitidas entre animais, ou de causa desconhecida, devem ser cremados. A cremação é a melhor opção, higiênica e segura para a comunidade. Nos demais casos, você pode optar por outras alternativas.