Juventude pedetista repudia vereadores que reprovaram o uso do nome social na administração

14 de julho de 2021
Pedetista
O vereador Maninho vai enfrentar a fúria de seu próprio partido por reprovar o projeto que autorizava o uso do nome social, como o dele, por exemplo

A Juventude do PDT de Maringá foi uma das primeiras organizações a reagir contra a atitude de sete vereadores que participaram da sessão de terça-feira da Câmara e reprovaram em primeira votação o Projeto de Lei de autoria do vereador Flávio Mantovani (Rede), que permitiria o uso do nome social na administração. O movimento jovem pedetista esperava de seu partido uma atitude mais progressista, no entanto o PDT esteve dividido na votação.

Em uma nota de repúdio, o PDT Jovem mostra sua decepção com o vereador Cristian Marcos Maia da Silva, o Maninho, membro do PDT e que foi eleito usando o nome social, Maninho, no entanto votou pela reprovação do projeto de Mantovani.

A nota diz o seguinte:

“Neste dia 13 de julho, a Câmara de Vereadores do município de Maringá, terceiro maior do Paraná, se dedicou a votar um projeto de extrema importância para a visibilidade de muitas cidadãs e cidadãos do município: o uso do nome social no âmbito do Poder Legislativo e Executivo. O projeto de lei nº 15.805/2021, de autoria do vereador Flávio Mantovani (Rede) foi apresentado e rejeitado em primeira votação por 7 votos contrários e 6 votos favoráveis. Dentre os vereadores contrários, presenças esperadas de bolsonaristas e reacionários dos mais diversos partidos e uma ingrata surpresa: o voto contrário do Vereador Cristian Marcos Maia da Silva, ou como ele prefere ser chamado, Maninho, do PDT. A Juventude Socialista do Estado do Paraná e o PDT Diversidade Paraná repudiam veementemente o voto do vereador, que ao se filiar ao Partido Democrático Trabalhista para concorrer as eleições de 2020, concordou com as diretrizes do partido, que prezam pelo respeito à diversidade, e isso corrobora com o uso do nome social.

É importante ressaltar que o vereador em questão utilizou um nome social para se eleger, direito que a ele foi garantido, e agora se opõem votando contra o projeto supracitado. Mais que um direito político este deve ser um direito que abrange a todos, o nome nos identifica, nos personifica e se um cidadão não se identifica com algo que lhe foi definido no momento de seu nascimento, é direito do mesmo que se oponha e o altere conforme sua vontade.”

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