Negócios: Sheldon Adelson e a liberação dos cassinos

Por: - 5 de setembro de 2019

A liberação dos cassinos continua sendo um tema na frente das discussões políticas em Brasília e na mídia, ainda que nunca faça as grandes parangonas do dia. Fará, talvez, se estiver realmente próximo o momento de sua aprovação. Até lá, os defensores da proibição continuarão satisfeitos e os que apreciam arriscar a sorte na jogatina continuarão fazendo o que fazem até agora: acessando sites internacionais. O cassinosbrazil.com.br e outros sites semelhantes fornecem informação, de forma bem fácil, sobre o que de mais importante acontece nesse grande mercado mundial do jogo online.

Sheldon Adelson: o amigo de Crivella

O El País publicou há pouco um artigo sobre Sheldon Adelson, um empresário de 86 anos que está “puxando” pela liberação dos jogos de azar no Brasil. Mas ninguém pode acusá-lo de estar atuando nos bastidores. Nem no Brasil nem nos Estados Unidos, onde é um dos grandes amigos de Donald Trump, tendo sido o maior financiador de sua campanha presidencial.

Adelson é considerado, baseando em números, o mais importante empresário do mundo no setor dos jogos de azar. Ele é dono de importantes estabelecimentos em Las Vegas e em outras partes do mundo. Não é, de forma alguma, uma figura desconhecida; ele está nos 25 homens mais ricos do mundo, na lista construída pela renomada revista Forbes. Faz muitas décadas, de resto, que sua posição no mundo dos negócios é de grande destaque.

Seu interesse no Brasil é óbvio. Quando esse mercado, o maior da América Latina e quase o único que ainda se mantém fechado a suas atividades, se abrir, ele quer estar lá no front, para faturar. E sua avançada idade não abranda sua vontade de lutar por novos objetivos.

Ele está pronto a investir milhões de dólares, e seu objetivo é top: criar um cassino resort no Rio de Janeiro, à imagem de seus resorts de Las Vegas. Foi por isso que já veio em visita à Cidade Maravilhosa por mais de uma vez. Foi por isso também que Marcelo Crivella, depois de uma fase em que declarava à mídia que estava falando de projetos imobiliários, já passou ao ataque, declarando ser contra o vício, mas também contra a miséria e o desemprego, e pedindo ajuda para que o Rio tenha o jogo liberado.

O lobby de Adelson
Adelson não vem falando só com Crivella. Ele também estabeleceu contatos de alto nível com João Dória, em São Paulo, para comprar o Anhembi e dele fazer um cassino. Além disso, seus representantes vêm se reunindo com políticos (Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo) e governantes (tanto no governo anterior como no atual). Segundo o El País, o objetivo de Adelson é bem claro, nas palavras de sua assessoria: “o Brasil é um grande destino turístico”, e pode ser “novo destino para as principais feiras e convenções internacionais (segmento MICE)”. Adelson quer ser parte desse investimento.

Tem um tanto de irônico, pois Adelson, que nos Estados Unidos é republicano por opção política, não é só apoiante de Trump. É também um dos grandes financiadores de movimentos evangélicos na América Latina. Por várias razões, teria tudo para se entender facilmente com o presidente Bolsonaro. Mas seu lobby pela jogatina é algo que, precisamente, os setores evangélicos que estão com o presidente não aprovam. Será que o presidente não acabará seguindo a inspiração de Crivella?

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