Após privatização, Copel inicia Programa de Demissão Voluntária nesta segunda-feira (28)

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Medida foi anunciada pela própria empresa, em comunicado emitido ao mercado na quinta-feira (24). Quadro de funcionários conta com mais de 6 mil colaboradores.

Por Victor Ramalho

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) iniciou, nesta segunda-feira (28), um Plano de Demissão Voluntária (PDV), direcionado aos servidores da empresa. A medida já havia sido anunciada na última quinta-feira (24), em comunicado emito pela própria Copel ao mercado, disponível no site oficial.

Conforme o plano, que estava previsto no acordo coletivo de trabalho firmado pela Companhia em janeiro, cada colaborador que aderir ao PDV “receberá 30 (trinta) remunerações como compensação indenizatória pela extinção do contrato de trabalho”, sendo que cada funcionário “terá direito ao valor mínimo de R$ 150 mil, bem como o pagamento pela Companhia da multa de 40% do valor base para fins rescisórios do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS”, explica a empresa no documento.

Ainda no comunicado, a Copel também afirma que se compromete a manter, durante 12 meses, os pagamentos referentes aos planos de saúde e vale-alimentação dos colaboradores que romperem o contrato. Na estimativa da companhia, o Plano de Demissão Voluntária está limitado ao gasto de até R$ 300 milhões com as rescições.

O período para solicitar a adesão é de 28 de agosto a 15 de setembro e as adesões serão efetivadas após 06 de
outubro de 2023. Atualmente, a Copel conta com mais de 6 mil servidores.

O Governo do Paraná deixou de ser o acionista majoritário da Copel em 11 de agosto. Todo o processo de privatização deverá render ao Governo do Estado pouco mais de R$ 4,5 bilhões. O projeto de privatização que o Executivo enviou para a Alep no fim de 2022 previa que o Paraná continuasse dono de 15% da empresa.

Após a primeira reserva de ações, o primeiro grupo empresarial a comprar parte da Companhia Paranaense de Energia foi a 3G Radar, que é de propriedade do magnata Jorge Paulo Lemann, fundador e acionista da Ambev.

Foto: Arquivo/Copel


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