Uma adolescente de 17 anos procurou a Polícia Militar na noite desta segunda-feira (30) para denunciar uma conduta inadequada de um médico no Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Mandaguari (32 km de Maringá). Segundo o relato, o profissional teria utilizado dados do prontuário médico para entrar em contato com a jovem de forma particular após o expediente.
A equipe policial foi acionada para comparecer à unidade de saúde. De acordo com o depoimento da vítima, acompanhada por seus responsáveis, o médico teria feito comentários de cunho pessoal durante a consulta realizada anteriormente.
No local, os policiais militares colheram as informações e orientaram a família sobre os prazos e procedimentos legais. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Mandaguari, que deverá instaurar um inquérito para apurar se houve crime de importunação ou violação de sigilo profissional.
Em contato com a Polícia Civil de Mandaguari, foi informado que a jovem e seus responsáveis deverão comparecer na delegacia ainda nesta terça-feira (31).
O Maringá Post entrou em contato com a Prefeitura de Mandaguari, que informou, por meio de nota, que o médico foi afastado das funções. Leia na íntegra.
“A Secretaria Municipal de Saúde de Mandaguari informa que tomou conhecimento dos fatos divulgados na data de 30 de março de 2026, envolvendo denúncia de conduta inadequada atribuída a profissional médico durante atendimento no Pronto Atendimento Municipal.
Cumpre esclarecer que, até o presente momento, tais informações não foram formalmente encaminhadas a esta Secretaria por meio dos canais oficiais de comunicação, em especial a Ouvidoria Municipal, que constitui o meio institucional adequado para o registro de manifestações, denúncias e solicitações.
Registra-se que a ocorrência foi devidamente formalizada junto às autoridades competentes, encontrando-se sob apuração da Polícia Civil, a quem incumbe a investigação dos fatos e eventual responsabilização na esfera penal.
Paralelamente, a Secretaria Municipal de Saúde informa que o profissional citado foi preventivamente afastado de suas funções, como medida cautelar, e que será instaurado procedimento administrativo interno para apuração rigorosa da situação, com observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, visando à verificação de eventuais responsabilidades no âmbito administrativo.
A Secretaria reafirma que não compactua com quaisquer condutas que afrontem a ética profissional, o respeito, a dignidade e a segurança dos usuários do sistema de saúde, adotando todas as medidas cabíveis sempre que situações dessa natureza são reportadas.
Destaca-se, por fim, que todas as providências estão sendo adotadas com responsabilidade, cautela e estrita observância ao devido processo legal, bem como à proteção dos dados pessoais envolvidos, de modo a evitar exposições indevidas. Ademais, será assegurado todo o suporte necessário à possível vítima, por meio da rede municipal de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde permanece à disposição das autoridades competentes e da família envolvida para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações, reiterando seu compromisso com a qualidade, a humanização e a segurança na prestação dos serviços de saúde à população.”








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