Tempo estimado de leitura: 2 minutos
Os três policiais militares de Maringá que foram presos por suspeita de efetuar assassinatos por encomenda para uma organização criminosa foram afastados, há dois anos, de uma equipe tática da própria Polícia Militar (PM). A informação foi confirmada pelo próprio Comando Regional da PM, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25).
Os agentes, todos com mais de uma década de corporação, faziam parte Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), vinculada ao 4º Batalhão. Eles foram afastados no fim de 2023, por decisão administrativa da Polícia Militar após uma investigação anterior, conduzida pela Divisão Estadual de Narcóticos de Maringá (Denarc) ter encontrado possíveis indícios de envolvimento dos investigados com criminosos da região. Na ocasião, a operação da Denarc, deflagrada em 2023, encontrou conversas com agentes no celular de um traficante preso em uma operação.
Desde então, os suspeitos seguiam trabalhando no 4º Batalhão, mas apenas em patrulhamentos de rotina. A investigação apura, além dos assassinatos por encomenda, o possível vazamento de informações sigilosas de operações e inquéritos.
Os três policiais serão encaminhados para o presídio da Polícia Militar (PM), em Curitiba, onde deverão permanecer até o fim do inquérito. As investigações tiveram início em março de 2025, após o Gaeco de Maringá receber informações relacionadas à possível prática de vários crimes envolvendo os militares, civis e pessoas jurídicas.
Por meio de nota enviada ao Maringá Post, a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná informou que “serão instaurados os procedimentos cabíveis para a apuração rigorosa dos fatos” e destacou que a corporação “reafirma seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a transparência, não compactuando com quaisquer condutas que se desviem da lei”.







Comentários estão fechados.