Polícia investiga criação de imagens adulteradas por IA para site pornográfico; 22 vítimas já foram identificadas

As vítimas denunciaram que suas fotos pessoais foram retiradas de redes sociais e adulteradas para compor cenas de teor pornográfico.

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    A Polícia Civil de Paiçandu (a cerca de 14 km de Maringá) segue investigando um caso que já envolveu 22 vítimas, incluindo uma criança e quatro adolescentes, após a divulgação de imagens manipuladas com o uso de inteligência artificial.

    As vítimas, que procuraram a polícia no começo desta semana, denunciaram que fotos suas pessoais foram retiradas de redes sociais e adulteradas para compor cenas de teor pornográfico, as quais foram publicadas em um site de conteúdo adulto e compartilhadas em grupos de mensagens.

    O delegado Gustavo Brito, responsável pela investigação, explicou que as imagens foram inicialmente retiradas de redes sociais como Facebook e Instagram. Utilizando Inteligência Artificial, o criminoso manipulou essas fotos, criando montagens com corpos nus. Esse material foi, então, transformado em vídeos e novas imagens, que foram posteriormente publicadas em um site pornográfico.

    A polícia agora trabalha com uma linha de investigação técnica, que busca rastrear a origem das postagens através dos dados utilizados para a criação das contas.

    A principal suspeita é de que o autor do crime seja um morador de Paiçandu, já que todas as vítimas são da cidade.

    Embora as imagens já tenham sido removidas do site, elas continuam sendo compartilhadas em grupos e redes sociais. A polícia tem orientado as pessoas que receberam links ou imagens com conteúdo pornográfico a não repassá-los, destacando que o compartilhamento dessas imagens também constitui crime.

    O caso continua sendo investigado como o crime de oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de sexo, nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima.

    A pena para esse crime pode variar de um a cinco anos de prisão, e pode chegar a até oito anos no caso de envolvimento de crianças e adolescentes.

    Alerta: Caso mais pessoas se identifiquem como vítimas desse tipo de crime, a orientação é que procurem imediatamente a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.

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