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Um morador de Apucarana que está preso na Tailândia desde 2022 recebeu, recentemente, um ‘perdão real’ no país asiático que reduziu a pena dele em dois anos e quatro meses. Jordi Vilsinski Beffa foi preso em fevereiro daquele anos, após desembarcar no Aeroporto de Bangkok com 6,5 quilos de cocaína, divididos em duas malas.
Em março de 2022, Jordi foi transferido para um presídio na província de Samut Prakan e, em agosto daquele ano, condenado a sete anos e meio de prisão.
De acordo com o advogado contratado pela família no Brasil, Petrônio Cardoso, com a redução da pena, há a expectativa de que o paranaense possa estar em liberdade após cumprir mais um ano e cinco meses de detenção.
Na Tailândia, por ser um reinado, a situação é diferente. Lá, quem concede essas questões é o rei e no final do mês passado foi concedido um perdão real do qual o Jordi foi beneficiado na ordem de dois anos e quatro meses, que ele vai ter a redução da pena dele. Inicialmente ele foi preso lá em 2022, ele está há três anos preso, então ele já cumpriu uma parte dos sete anos que ele foi condenado. Agora, com essa redução de dois anos e quatro meses, a pena dele, considerando aquilo que ele já cumpriu, fica reduzida para mais um ano e cinco meses”, disse, em entrevista ao Maringá Post.
Ainda de acordo com o advogado, o jovem e a família estão sendo orientados para que Jordi mantenha o bom comportamento, visando a possibilidade de mais uma redução ser concedida.
“Em primeiro lugar, nós estamos orientando ele e a família para que ele continue nesse comportamento, nessa situação carcerária positiva para ele, até para que ele possa eventualmente receber, quem sabe, um outro perdão no ano que vem ou ainda esse mesmo ano, porque lá não é de forma anual, lá não tem uma data correta, é pela vontade do rei, e esperar que a pena dele possa ser integralmente cumprida no menor prazo possível”, afirmou.
Relembre o caso
Jordi Vilsinski Beffa, à época com 24 anos, foi detido no Aeroporto de Bangkok, na Tailândia, no dia 14 de fevereiro de 2022. Ele tentava entrar no país com 6,5 quilos de cocaína, divididos em duas malas. No mesmo dia, outros dois brasileiros também foram detidos em Bangkok pelo mesmo crime.
Conforme as investigações da Polícia Federal brasileira, todos eles embarcaram no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, no dia 13 de fevereiro. A suspeita é que eles tenham sido contratados pela mesma organização criminosa para serem feitos de “mula”, levando a droga até a Ásia. Uma suspeita de chefiar a quadrilha chegou a ser presa pela Polícia Federal em Curitiba, em maio do ano passado.
Desde a prisão, a audiência de custódia de Jordi e o julgamento precisaram ser adiados em algumas oportunidades, por conta de um surto de Covid-19 que a Tailândia enfrentou no período.
A primeira audiência ocorreu apenas em maio, cerca de 4 meses após a prisão. O julgamento ocorreu em agosto, condenando o jovem a 7,5 anos de prisão. A condenação, conforme a defesa, estava dentro do esperado.
Conforme a legislação tailandesa, até alguns anos atrás o tráfico de drogas era passível de pena de morte, possibilidade que chegou a ser ventilada para os brasileiros presos no início do inquérito. No entanto, as leis do país mudaram e, atualmente, a pena máxima prevista é de 20 anos de prisão, de acordo com a substância e quantidade apreendida.









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